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Consumidores ficaram 9,3 horas em média sem energia em 2025, diz Aneel; redução é de 9,2%

15 de abril de 2026

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta quarta-feira, 15, que houve melhoria na qualidade dos serviços de distribuição de energia elétrica no ano passado, em comparação com o ano de 2024. Os consumidores ficaram 9,30 horas em média sem energia no ano, o que representa uma redução de 9,2% em relação ao período anterior. Pela primeira vez, todas distribuidoras de grande porte tiveram indicador de qualidade abaixo de 1 em ranking de desempenho.

A frequência das interrupções do serviço de energia manteve trajetória de redução, passando 4,89 interrupções em 2024 para 4,66 interrupções em média por consumidor em 2025. Isso significa uma melhora de 4,7% no período. O valor de compensações pagas aos consumidores também teve redução no ano passado. Segundo a Agência, isso mostra uma “evolução na qualidade do serviço prestado pelas concessionárias”.

A compensação para os consumidores de energia elétrica, prevista em caso de descumprimento dos limites de duração e frequência de interrupções, caiu de R$ 1,122 bilhão em 2024 para R$ 1,002 bilhão em 2025. A quantidade de compensações pagas também diminuiu, de 27,3 para 21,6 milhões.

Desempenho por distribuidora

A Aneel avaliou todas as concessionárias do país no período de janeiro a dezembro de 2025. Há uma divisão em dois grupos. O primeiro abarca as concessionárias de grande porte, com número de unidades consumidoras maior que 400 mil. O segundo grupo considera as concessionárias de menor porte, com o número de unidades consumidoras menor ou igual a 400 mil.

Das empresas de grande porte, a distribuidora com a melhor colocação foi a Companhia Jaguari de Energia (CPFL Santa Cruz), mesmo resultado em 2024.

Ela foi seguida pela Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Neoenergia Cosern), em segundo lugar, e pela Equatorial Pará Distribuidora de Energia (Equatorial PA), em terceiro lugar.

A distribuidora que mais evoluiu em 2025 foi a CPFL Piratininga (SP), com um avanço de 7 posições em relação a 2024, seguida por Neoenergia Coelba (BA) e Equatorial PI (PI), que subiram 5 posições. A concessionária que mais caiu no ranking foi a Enel SP, com queda de 9 posições, seguida por Energisa MS e Neoenergia Brasília (DF), que tiveram recuo de 7 posições em comparação a 2024. No geral, para as empresas de grande porte, a pior colocação foi para a Equatorial CEEE.

Das empresas com até 400 mil consumidores, as campeãs foram a Muxfeldt Marin e Cia (MUXENERGIA, RS) e a Roraima Energia, empatadas na primeira posição, seguidas pela Energisa Acre. Nesse grupo, a distribuidora que mais evoluiu em 2025 foi a Uhenpal (RS), com o avanço de 4 posições, seguida de Muxenergia (RS) e Eflul (SC), que subiram 2 posições em comparação com o ano de 2024.

A concessionária que mais regrediu no ranking foi a Pacto Energia PR, com recuo de 13 posições, seguida pela EFLJC (SC), que perdeu 5 posições em comparação a 2024. No grupo de empresas de menor porte, o pior desempenho ficou com a Cooperaliança.

No Ranking de 2025 houve a entrada das distribuidoras Amazonas Energia, Equatorial CEA, Equatorial AL e Roraima Energia, após anos de exclusão (com limites de indicadores flexibilizados). Ou seja, para 2025, os limites dessas empresas já foram estabelecidos considerando a metodologia usual da Aneel.

A classificação é feita com base no chamado Desempenho Global de Continuidade (DGC), formado a partir de dois indicadores. O primeiro é a duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC), verificando o tempo que, em média, no período de observação, cada unidade consumidora ficou sem energia elétrica. O segundo é Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC), número de interrupções ocorridas, em média, no período de observação.

O ranking é publicado anualmente pela Agência desde 2012. Pela primeira vez no histórico do ranking da continuidade, todas as distribuidoras de grande porte apresentaram DGC abaixo de 1,00.

Medidas

Com a melhoria nos indicadores, a Aneel aponta para ações como os planos de resultados para as distribuidoras que apresentavam desempenho insuficiente, as fiscalizações da Agência e a definição de limites menores de interrupção para as concessionárias.
Além disso, as distribuidoras de energia que formalizaram a prorrogação por 30 anos do contrato de concessão, com contratos a vencer entre os anos de 2025 e 2031, assinaram aditivo com base em regras consideradas mais rígidas. São previstas, por exemplo, ações para o aumento da resiliência das redes de distribuição frente a eventos climáticos.

Outro destaque foi para a opinião e satisfação dos consumidores. Se, sistematicamente os consumidores estiverem insatisfeitos com o serviço prestado pela distribuidora, a Agência vai levar em consideração esse resultado como requisitos que poderá levar à troca da distribuidora, no limite.

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