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15 de abril de 2026
Por Daniela Amorim
Rio, 15/04/2026 – Mais da metade dos trabalhadores ocupados (56,5%) creem ser muito improvável ou improvável perder seu principal emprego ou fonte de renda nos próximos seis meses, segundo dados da Sondagem do Mercado de Trabalho de março, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Outros 17,2% afirmavam ser provável ou muito provável perder o emprego ou fonte de renda, enquanto os demais 26,3% não souberam fazer uma avaliação sobre o tema.
“Ao longo dos últimos meses, é possível observar um ligeiro aumento na soma das parcelas ‘muito provável’ e ‘provável’, registrando o maior valor desde o início dessa série, em junho de 2025. Por outro lado, a parcela de trabalhadores falando que é ‘improvável’ ou ‘muito improvável’ chegou a 56,5%, sendo a parcela mais citada e se mantendo ligeiramente estável nos últimos meses”, observou a FGV, em relatório do indicador.
Os resultados mostram que diminuiu a proporção de pessoas que não sabiam responder sobre o tema. No entanto, a FGV lembra que as séries históricas do indicador “ainda são curtas e não possuem ajuste por sazonalidade”, o que exige cautela na avaliação dos dados.
“A evolução favorável do mercado de trabalho ao longo dos últimos meses é retratada no quesito que mede a chance de perder sua ocupação ou fonte de renda. Mais da metade dos trabalhadores mostram segurança em relação aos próximos meses e não enxergam grandes probabilidades de um revés. Por outro lado, mesmo que ainda em menor magnitude, cresce o porcentual de pessoas com medo de perder sua ocupação em um futuro próximo. Esse resultado reflete os dados de mercado de trabalho, que continuam indicando aquecimento, mas também passaram a sinalizar redução no ritmo da evolução. O aumento da incerteza e o cenário macroeconômico ainda desafiador podem contribuir para o aumento dessa probabilidade nos próximos meses”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.
Houve redução na proporção de pessoas que enxergam a renda atual do trabalho como suficiente para arcar com despesas essenciais, passando de 72,4% em fevereiro para 71,8% em março. Já a fatia de pessoas muito satisfeitas com o trabalho cresceu de 11,6% em fevereiro para 12,7% em março.
A coleta de dados da Sondagem do Mercado de Trabalho referente ao trimestre encerrado em março ocorreu entre os dias 5 de janeiro e 31 de março.
Contato: daniela.amorim@estadao.com
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