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14 de abril de 2026
Por Bruna Camargo
São Paulo, 14/04/2026 – A Investo está apostando na exposição a mercados emergentes, em meio a um crescente interesse dos investidores por diversificação internacional, no contexto da atual rotação do fluxo global de capitais. Segundo a gestora, a combinação de dúvidas sobre o excepcionalismo americano e fundamentos mais sólidos em países emergentes tem levado esses mercados de volta ao radar dos investidores, o que pode representar uma oportunidade.
“Os mercados emergentes passaram boa parte da última década à sombra dos Estados Unidos. Com a economia americana crescendo forte, empresas americanas entregando lucros recordes e o dólar valorizado, o capital global migrou para os Estados Unidos e deixou emergentes em segundo plano. Mas esse cenário vem mudando”, afirmou Danilo Moreno, analista da Investo, à Broadcast.
Segundo o analista, as incertezas em torno da política comercial americana – com a escalada das tarifas e a imprevisibilidade da geopolítica mundial – colocaram em xeque a narrativa de “excelência” dos ativos americanos. “Quando o país que era considerado o porto seguro começa a gerar dúvidas, os investidores globais passam a olhar para outras geografias, e os emergentes voltam ao radar”, afirma.
Além disso, Moreno destaca que vários desses países emergentes têm fundamentos macroeconômicos mais sólidos do que no passado. “Reservas internacionais robustas, balanças comerciais equilibradas e crescimento populacional que sustenta consumo interno. China, Índia, Brasil, Taiwan e Coreia do Sul, por exemplo, representam juntos uma parcela enorme do PIB [Produto Interno Bruto] mundial e do crescimento projetado para as próximas décadas. Ignorar esse conjunto de economias é abrir mão de uma diversificação real dentro da carteira de investimentos”, afirma.
De olho nesse cenário, a Investo lançou hoje o IVWO11, seu primeiro ETF focado em mercados emergentes. O produto replica o Vanguard FTSE Emerging Markets ETF (VWO), que acompanha o índice FTSE Emerging Markets All Cap China A Inclusion Index, composto por empresas de grande, médio e pequeno porte, incluindo ações locais chinesas na categoria China A (papéis de companhias sediadas na China continental, negociados nas bolsas de Xangai e Shenzhen).
A estratégia abrange mais de 5.900 ações de cerca de 24 países emergentes, incluindo China (29,7%), Taiwan (26%), Índia (17,4%), Brasil (4,8%), África do Sul (4,7%), Arábia Saudita (3,1%), México e outros (14,3%). A alocação ainda inclui grandes companhias globais, como Taiwan Semiconductor (TSMC), Tencent, Alibaba, Infosys, Samsung e Petrobras. Na B3, o ETF tem cota inicial a R$ 20 e taxa de administração de 0,3% ao ano.
Moreno diz que o IVWO11 amplia o portfólio da Investo – que já possui produtos com exposição ao mercado americano e ao ouro físico, por exemplo – com uma tese diferente: “Diversificação ampla em economias emergentes, que historicamente apresentam ciclos distintos dos países desenvolvidos e podem oferecer retornos atrativos em períodos de enfraquecimento do dólar ou de rebalanceamento do capital global, como o que estamos observando hoje”, afirma. “Se o ambiente externo se mostrar favorável aos emergentes, como muitos analistas projetam para o cenário pós-tarifas, esse pode ser um dos produtos mais interessantes da nossa prateleira no médio prazo.”
Ainda, o analista reforça que a intenção da Investo é continuar expandindo a oferta de produtos internacionais, “cobrindo geografias e temas que permitam ao investidor brasileiro construir uma carteira verdadeiramente global sem sair da Bolsa”, diz.
Contato: bruna.camargo@estadao.com
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