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13 de abril de 2026
Por Júlia Pestana
São Paulo, 13/04/2026 – As vendas do varejo brasileiro cresceram 5,5% em março na comparação com fevereiro, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Em relação a igual período do ano passado, o avanço foi de 6,4%.
Para Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o desempenho do varejo em março indica uma recuperação do consumo após a queda observada no mês anterior, mas que ainda não é o suficiente para mudar cenário desafiador para o varejo.
“O mercado de trabalho segue forte e a renda continua crescendo, o que ajuda a sustentar as vendas, mas o alto nível de endividamento das famílias e o crédito mais caro ainda limitam uma recuperação mais consistente”, disse.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o setor apresentou alta de 2,4%. “Mesmo com esse crescimento em relação ao mesmo período do ano passado, o nível de atividade ainda está abaixo do observado no fim de 2025”, afirmou o economista.
No recorte mensal, todos os oito segmentos analisados registraram alta em março. O destaque ficou com combustíveis e lubrificantes, que avançaram 13,7%, seguidos por livros, jornais, revistas e papelaria (9,2%), e móveis e eletrodomésticos (5,2%).
Também tiveram desempenho positivo: material de construção (4,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,1%), tecidos, vestuário e calçados (3,3%), artigos farmacêuticos (2,1%), e hiper e supermercados, alimentos, bebidas e fumo (0,3%).
Na comparação anual, sete dos oito segmentos cresceram, com destaque novamente para combustíveis e lubrificantes (10,6%), e material de construção (9,4%). A única queda foi registrada em livros, jornais, revistas e papelaria, com recuo de 2,2%.
Freitas destaca que setores mais ligados à renda têm tido um desempenho melhor do que aqueles que dependem mais de crédito, refletindo um cenário restritivo. “O início do corte de juros em março é um ponto positivo e pode ajudar a destravar o consumo ao longo do ano, mas seus efeitos ainda não foram sentidos”, afirmou.
No recorte regional, todos os estados apresentaram crescimento na comparação anual, com destaque para Sergipe (12,6%), Pernambuco (9,3%) e Pará (8,4%). Também tiveram avanços relevantes Rio de Janeiro (8,1%) e Paraíba (7,1%).
O fato de todas as unidades da federação apresentarem crescimento indica, na visão do economista, um desempenho mais disseminado das vendas, com destaque para o Nordeste e também para o Sudeste.
“Ainda assim, o ritmo de expansão varia entre as regiões, o que reforça que a melhora observada ainda precisa de continuidade para se consolidar”, disse.
O Índice do Varejo Stone acompanha mensalmente a movimentação do setor a partir de transações realizadas por cartões, vouchers e Pix, com base em operações de pequenos, médios e grandes varejistas em todo o País.
Contato: julia.pestana@estadao.com
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