Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
9 de abril de 2026
Por Denise Luna*
Rio, 09/04/2026 – A Vale anunciou que fechou com a Shandong Shipping Corporation um acordo de afretamento para novos navios Guaibamax movidos a etanol, com entregas previstas a partir de 2029. Segundo as empresas, será a primeira vez que o etanol será adotado com o combustível principal em uma embarcação transoceânica, num movimento apresentado como marco para o transporte global de minério de ferro.
A mineradora afirmou que a iniciativa pode reduzir as emissões de carbono em cerca de 90%, em comparação com o óleo combustível pesado que é tradicionalmente usado na navegação, quando considerada a análise de ciclo completo do combustível “do poço à esteira” (well-to-wake), no caso do etanol de segunda geração.
A estratégia, disse a Vale, busca cortar emissões na cadeia de valor e reforçar a agenda de descarbonização do setor marítimo, em linha com debates na Organização Marítima Internacional (IMO).
Futuro
O acordo prevê contratos de 25 anos para a construção de dois navios, com opção para ampliar o número de embarcações. Os Guaibamax de segunda geração terão 340 metros de comprimento e capacidade de 325 mil toneladas, e foram concebidos dentro de uma estratégia “multicombustível”. Além de etanol, poderão operar com metanol e óleo pesado e têm design que prevê conversão para gás natural liquefeito (GNL) ou amônia.
“O uso do etanol como combustível nos navios que transportam o nosso minério, aliada à adoção de velas rotativas para aproveitamento da energia eólica, permitem que a Vale esteja em uma posição única para a transição energética no transporte marítimo global nas próximas décadas”, afirmou o diretor de Navegação da Vale, Rodrigo Bermelho.
A Vale acrescentou que a adoção do etanol em sua logística também envolve testes em caminhões nas operações e em locomotivas da Ferrovia Vitória a Minas (EFVM). Os novos navios a etanol terão características semelhantes a outros 10 navios bicombustíveis (metanol e óleo pesado) que a Shandong entregará à Vale a partir de 2027.
Segundo a companhia, a segunda geração do Guaibamax virá equipada com cinco velas rotativas, motores mais eficientes e outras melhorias – como dispositivos hidrodinâmicos, gerador de eixo, inversores de frequência e pintura de silicone -, com promessa de reduzir em cerca de 15% as emissões de gases de efeito estufa frente à geração atual.
As soluções fazem parte do programa Ecoshipping, de pesquisa e desenvolvimento, em uma frota que a empresa disse já estar entre as mais eficientes do mundo. A Vale informou ainda, que desde 2020 investiu cerca de R$ 7,4 bilhões (US$ 1,4 bilhão) para reduzir as emissões, e que tem meta de cortar 15% do escopo 3 (da cadeia de produção) até 2035.
contato:denise.luna@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado editado pela Redação da Broadcast
Veja também