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8 de abril de 2026
Por Geovani Bucci e Gabriel Hirabahasi
São Paulo e Brasília, 08/04/2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 8, que “todo mundo sabe” que dificilmente ele deixará de ser candidato à Presidência na República nas eleições deste ano. A declaração foi dada em entrevista ao canal ICL Notícias.
“Eu vou pleitear com o Partido dos Trabalhadores a necessidade de a gente reconstruir uma aliança política forte para que a gente não permita que os fascistas voltem a governar este país”, disse Lula, destacando que haverá convenção partidária no mês de junho. “Esse é o papel que eu tenho para jogar agora.”
Eleito três vezes presidente do País (2002, 2006 e 2022), Lula afirmou que sua principal vantagem na política é o acúmulo de experiência ao longo dos anos. Segundo ele, nenhum outro político no País possui trajetória equivalente, destacando que a longevidade na vida pública lhe permitiu enfrentar situações difíceis e adquirir conhecimento para lidar com diferentes cenários.
Nesse contexto, o petista defendeu a necessidade de uma discussão política mais profunda sobre o funcionamento do sistema partidário brasileiro. Segundo ele, o atual modelo, aliado ao volume de recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral, tem incentivado distorções no comportamento das legendas.
Lula afirmou que, embora tenha sido defensor do financiamento público de campanhas, passou a avaliar que o mecanismo contribuiu para práticas que classificou como “promíscuas”, ao estimular uma lógica excessivamente centrada em recursos e desempenho eleitoral. Nesse contexto, comparou dirigentes partidários a gestores financeiros, interessados prioritariamente em ampliar bancadas e receitas. “Presidentes de partidos querem saber quantos deputados vão eleger, quanto dinheiro vão ter”, disse. “É como se presidentes de partidos virassem presidentes de bancos”, completou.
Na avaliação do presidente, o alto custo das campanhas e a dinâmica atual dificultam a renovação política, especialmente para candidatos oriundos de movimentos sociais ou sem estrutura partidária consolidada. “Renovação (política nessas eleições) vai ser muito pequena”, avaliou, apontando ainda que a interlocução política mudou, com parlamentares buscando relação direta com prefeitos, em detrimento de governadores.
Lula ainda reiterou críticas ao chamado “orçamento secreto”, afirmando que há consenso sobre problemas no modelo. Nesse ponto, elogiou a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino no enfrentamento das emendas parlamentares. Segundo o presidente, o controle do Orçamento deveria permanecer sob responsabilidade do Poder Executivo, embora reconheça a dificuldade de promover mudanças nesse arranjo.
Contato: geovani.bucci@estadao.com; gabriel.hirabahasi@broadcast.com.br
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