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Avenue vê bom sinal de entrada para exposição à renda variável americana

8 de abril de 2026

Por Bruna Camargo

São Paulo, 07/04/2026 – A Avenue avalia que as nuances de preços atuais indicam um bom sinal de entrada para exposição à renda variável internacional, com preferência por ações de crescimento nos Estados Unidos, especialmente as que são impulsionadas pela inteligência artificial (IA). Embora as projeções para as bolsas sigam otimistas, a Avenue destaca que os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã devem seguir guiando os mercados no curto prazo.

“Para o investidor paciente e com perfil de suportar a recente volatilidade, percebemos as nuances de preços atuais como bom sinal de entrada para se expor à renda variável. Nesse sentido, nossa preferência se volta para as ações americanas, com destaque especial para as empresas de crescimento, impulsionadas principalmente pela Inteligência Artificial”, afirma William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, em relatório antecipado à Broadcast.

Alves avalia que as ações americanas estão sendo negociadas próximas à sua média histórica de múltiplo (P/L) dos últimos cinco anos, sendo que, especificamente nas empresas de crescimento, esse múltiplo está abaixo de sua média para o mesmo período. “Considerando que os lucros têm crescido tanto para o mercado americano quanto para o setor de crescimento, esse segmento se torna especialmente atrativo neste momento”, destaca o estrategista.

Para a Avenue, as projeções permanecem otimistas para os resultados das empresas em 2026, mesmo em meio às incertezas vigentes. “Porém, consideramos que, no curto prazo, o mercado deve marchar guiado pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio”, descreve o relatório.

Na renda fixa, Alves diz que já era esperada a correção nos yields que refletissem os riscos para o cenário inflacionário decorrente da alta de preços de petróleo. Para ele, uma definição relacionada à questão do conflito no Oriente Médio será “crucial” para o desempenho dos ativos dessa classe.

Assim, a posição segue neutra em Treasuries – os títulos do Tesouro americano – nos diferentes prazos. Em títulos corporativos (bonds), a posição segue neutra em Investment Grade, com preferência (overweight) para setores de comunicações e materiais básicos. Enquanto isso, em High Yield, a casa está otimista com papéis de rating BB e com o setor de materiais básicos em mercados emergentes.

E, no mercado de câmbio, Alves destaca que o movimento de aversão a risco associado à resiliência da economia americana tem fortalecido o dólar. “Isso reforça, para o investidor brasileiro, a importância de ter parte do patrimônio dolarizado. Afinal, entendemos que ao persistirem os receios diante do conflito no Oriente Médio, o dólar tende a se manter valorizado, como um ativo de refúgio”, diz o estrategista.

O relatório da Avenue observa ainda que um contraponto positivo importante é que “os preços de muitos ativos já corrigiram de forma relevante em março, precificando boa parte do risco geopolítico e do choque inflacionário”. “Caso tenhamos uma resolução com a normalização gradual dos fluxos de petróleo, isso pode refletir com impacto mais limitado e transitório nos mercados, abrindo espaço para recuperação de preços”, diz Alves.

Contato: bruna.camargo@estadao.com

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