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1 de abril de 2026
Por Daniel Weterman, do Estadão
Brasília, 01/04/2026 – A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), decidiu retirar uma área de preservação ambiental do escopo de imóveis oferecidos para socorrer o Banco de Brasília (BRB) e cobrir o rombo deixado pelo Master. O BRB adiou a divulgação do balanço de 2025, descumprindo um prazo da legislação, e corre o risco de ser liquidado pelo Banco Central.
Além disso, Celina – que assumiu o governo na segunda-feira, 30, com a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB) para concorrer ao Senado – recorreu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, para pedir ajuda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no plano de salvamento do banco estatal. A governadora quer que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil comprem ativos do BRB.
O governo do Distrito Federal ofereceu nove imóveis para serem usados como garantia em um empréstimo e montar um fundo mobiliário para socorrer o BRB. O imóvel mais caro, estimado em R$ 2,3 bilhões, é a “Gleba A”, com 7,16 mil metros quadrados, e compõe uma área ambiental conhecida como Serrinha do Paranoá.
A Justiça chegou a bloquear o uso do terreno por questões ambientais, mas o governo conseguiu reverter a decisão provisoriamente. Agora, Celina decidiu preservar a área ambiental do plano. O imóvel todo não sairá da lista de salvamento do BRB, mas a área de interesse ambiental dentro desse terreno será separada.
A governadora prepara um decreto para declarar o interesse ambiental do território, criar um parque ecológico e regulamentar o uso.
O governo distrital não afirmou se a mudança muda a precificação do imóvel, que ainda não tem uma avaliação atualizada. “A decisão assegura a preservação ambiental da região, considerada sensível e de grande relevância ecológica. A governadora também determinou ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e à Secretaria de Meio Ambiente a adoção das providências para a criação do Parque da Serrinha, garantindo a destinação definitiva da área para conservação e uso sustentável”, diz nota divulgada pela assessoria de imprensa da governadora.
Em meio ao impasse, a governadora decidiu trocar o secretário de Economia do Distrito Federal, que estava liderando a articulação técnica para capitalizar o BRB. O chefe da pasta, Daniel de Carvalho, vai ser substituído pelo economista Valdivino José de Oliveira, que foi secretário nos governos Joaquim Roriz e José Roberto Arruda e hoje atua na Secretaria de Fazenda de Goiânia.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, telefonou para Celina Leão na segunda-feira, 30, pedindo adesão do Distrito Federal na medida de subvenção do óleo diesel, desenhada para amenizar os efeitos da guerra no Irã.
A medida estabelece a subvenção (um auxílio financeiro dado pelo governo) de R$ 1,20 por litro de óleo diesel importado. Pelo mecanismo proposto pela Fazenda, a União vai arcar com metade desse benefício (ou seja, R$ 0,60). Os Estados arcarão com a outra metade (os outros R$ 0,60).
Celina sinalizou positivamente a Durigan e aproveitou a conversa para pedir ajuda do governo federal no plano de socorro ao Banco de Brasília. A governadora quer que a Caixa e o Banco do Brasil, controlados pelo governo federal, comprem ativos do BRB.
Além disso, os bancos públicos poderiam fazer parte de um grupo de instituições e conceder um empréstimo ao Distrito Federal junto com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O governo distrital quer pegar o empréstimo e usar o recurso para tapar o rombo deixado pelo Master no BRB, que ainda não foi calculado, mas pode superar R$ 8 bilhões.
Até o momento, o governo Lula tem afastado a possibilidade de socorrer o Distrito Federal. Aliados do presidente dizem que a crise é de responsabilidade do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), que encabeçou o plano para o Banco de Brasília comprar o Banco Master, e precisa ser resolvida pelo governo distrital.
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