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1 de abril de 2026
Ex-presidente da Anfavea, a associação das montadoras instaladas no Brasil, e atualmente consultor, Rogélio Golfarb prevê que, em dez anos, um a cada três veículos vendidos no País será de alguma marca chinesa.
A participação dos chineses, que foi de 10% no ano passado, deve dobrar para 20%, em 2030, e chegar a 35% do mercado de veículos em 2035, conforme as projeções de Golfarb, que, após se aposentar da Ford, onde era vice-presidente de assuntos governamentais, fundou a consultoria Zag Work.
O prognóstico leva em conta o ingresso das marcas chinesas em segmentos de entrada, onde estão os maiores volumes, e em categorias como picapes, vans e caminhões. Para ele, as marcas chinesas seguirão competitivas mesmo quando começarem a carregar os custos de produção no Brasil. Isso porque elas têm a vantagem de trazer a custo baixo da China os principais componentes das novas tecnologias automotivas, entre baterias de carros eletrificados, semicondutores, tela de cristal liquido e componentes eletrônicos.
“As marcas chinesas estão ganhando espaço, independentemente do crescimento do mercado, pela vantagem competitiva. Elas têm uma vantagem competitiva que as outras não têm”, comentou Golfarb durante encontro com jornalistas.
Para mostrar de onde vem a vantagem de custo chinesa, ele fez uma comparação entre um sedã elétrico da Tesla, o Model 3, com um modelo similar de uma marca chinesa, ambos produzidos na China. O carro chinês custa cerca de US$ 4 mil a menos, graças sobretudo às economias geradas pela maior integração produtiva (US$ 2,4 mil) e pela escala (US$ 1,8 mil). Também contribuem, em menor medida, subsídios do governo e prazos mais longos – de até 200 dias – para pagamento de fornecedores.
“Todo mundo acha que a grande competitividade chinesa é o incentivo, não é. Integração e escala são 88%”, disse Golfarb, acrescentando que a competitividade chinesa veio para ficar.
Ele frisa que as marcas chinesas que estão desembarcando no Brasil são montadoras de grande escala e que não vão desaparecer. “Recebemos o dream team. Vieram ao Brasil empresas de peso.”
Ao lembrar as associações feitas por montadoras veteranas com marcas asiáticas – como a Stellantis com a Leapmotor e a General Motors (GM) com a Hyundai -, Golfarb salientou que a indústria automotiva passa por uma disrupção sem precedentes. “E não vai voltar ao que era antes”, concluiu.
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