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1 de abril de 2026
Por Leticia Fernandes, do Estadão
Brasília, 01/04/2026 – A possibilidade de eleição direta fora de época no Rio de Janeiro preocupa aliados do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), pré-candidato a governador e aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O receio do time de Paes é de que o pleito vire a oportunidade perfeita para o senador Flávio Bolsonaro (PL) percorrer o Estado ao lado do candidato do PL, o desconhecido Douglas Ruas, e angariar apoios não só para Ruas, mas para sua disputa à Presidência da República.
A avaliação de alguns aliados de Paes é que o senador teria apoio de cerca de 70 dos 92 prefeitos das cidades fluminenses. O número considera o desempenho de seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2022, no Estado que é berço do bolsonarismo.
Mas como a transferência de votos de Bolsonaro para o filho não é automática, especialmente em um cenário em que Eduardo Paes, que dará palanque para o presidente Lula, lidera com folga as pesquisas recentes, Flávio precisa andar pelo Rio para consolidar o favoritismo da família Bolsonaro no Estado.
Um dos interlocutores do ex-prefeito diz que, na prática, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) confirme no julgamento de 8 de abril a eleição direta no Rio, a disputa de força vai ser entre Paes e Flávio Bolsonaro.
Eduardo Paes confiante com eleição direta
No Rio, berço político do bolsonarismo, o ex-presidente venceu nas duas eleições que concorreu. Apesar de ser bem votado no Estado, Bolsonaro viu sua votação minguar entre o eleitor fluminense de 2018, quando foi eleito (67,95%), para 2022 (56,53%), uma queda de mais de 11 pontos porcentuais.
O alerta na campanha de Paes está ligado, mas o ex-prefeito segue confiante com a possibilidade de eleição direta, prevista para junho. As pesquisas de intenção de voto mostram Eduardo Paes à frente dos adversários. Na mais recente Real Time Big Data, ele aparece com 46%, contra 13% de Douglas Ruas.
Foi justamente o PSD do ex-prefeito que judicializou a disputa ao Palácio Guanabara e pediu que o pleito fosse por eleição direta. O partido recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para anular a decisão que determinou a realização de eleição indireta. O plenário da Corte marcou para 8 de abril o julgamento sobre as regras da disputa.
Imbróglio judicial sobre eleição no RJ
Na última sexta-feira, 27, o ministro Cristiano Zanin suspendeu a realização das eleições indiretas para o cargo de governador do Rio. Ele determinou que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto de Castro, permaneça no cargo até que o Supremo julgue o tema.
O presidente do TJ do Rio assumiu o governo após a renúncia de Cláudio Castro (PL) do cargo, para disputar o Senado e tentar se livrar da cassação pelo TSE. Mesmo com a estratégia, Castro foi condenado por abuso de poder político nas eleições de 2022 e está inelegível até 2030.
O próximo da linha sucessória seria o vice-governador, mas Thiago Pampolha já havia deixado o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Ele também foi condenado pelo TSE.
Na sequência, assumiria o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O deputado Rodrigo Bacellar (União-RJ) foi eleito para comandar a Casa em 2023, mas estava afastado sob suspeita de ter vazado informações da Operação Zargun. Na última semana, ele foi preso novamente pela Polícia Federal e teve o mandato cassado.
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