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Greer diz que EUA monitoram efeitos globais sobre Ormuz e prevê relação estável com a China

31 de março de 2026

Por Isabella Pugliese Vellani

São Paulo, 31/03/2026 – O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o país está isolado do efeito na cadeia de suprimentos sobre o Estreito de Ormuz, mas monitora os efeitos globais da guerra no Oriente Médio, à medida que Washington faz esforços para a reabertura da importante via marítima.

Em entrevista à Bloomberg nesta terça-feira, Greer destacou que a questão do estreito não foi abordada em uma conversa com seu homólogo da China e que cabe a Pequim – aliada ao regime iraniano – decidir se ajudará ou não na reabertura de Ormuz. Na avaliação de Greer, no entanto, o mundo seria “muito mais seguro” se todos os países estivessem alinhados à ideia de que o Irã não pode ter armas nucleares.

Greer disse ainda que está focado na preparação para a reunião de líderes e nas negociações com a China sobre comércio, e previu uma relação estável com os chineses ao longo do próximo ano. Questionado sobre a tarifa de 20% imposta pelo governo dos EUA, ele disse que não pode prever o resultado da investigação da Seção 301.

“Os EUA e a China querem uma relação comercial estável, mas o presidente Donald Trump continuará protegendo os americanos e a nossa economia nas conversas”, acrescentou. Greer afirmou que Trump e seu homólogo chinês, Xi Jinping, conversarão sobre terras raras no encontro em Pequim, caso seja necessário. Na ocasião, ele ressaltou que “não ouviu falar” de nenhum adiamento da reunião com a China.

Contato: isabella.vellani@estadao.com

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