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Caiado, sobre diminuir taxa de juros: Primeiro passo é não caminhar para populismo

30 de março de 2026

Por Geovani Bucci e Naomi Matsui

São Paulo e Brasília, 30/03/2026 – O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato do PSD à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira, 30, que é necessário evitar o populismo quando se trata de uma eventual redução da taxa de juros.

“O problema todo é que está criando um endividamento muito grande, e está trazendo um gasto muito grande e está aumentando a taxa de juros […] Quem define taxa de juros é o governo federal, é quem toma dinheiro. Se você tem um endividamento no País cada vez maior, hoje ocupando quase 80% da dívida PIB, quem é que está recorrendo ao mercado? É o governo”, declarou durante entrevista coletiva de imprensa para oficialização de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto pelo PSD, na sede do partido, no centro de São Paulo (SP).

“Você não vai caminhar para o populismo, você vai caminhar para a boa gestão. Da mesma maneira que eu recebi Goiás, Capag C, caminhando para Capag D, bloqueado no Tesouro, e sem direito a ter aval, e nunca tendo feito um empréstimo. Como é que você faz? Chamei os Poderes todos e disse: ‘Olha, o problema não é só o Executivo'”, continuou.

Sem entrar em detalhes, Caiado afirmou que a ideia era “resgatar a economia do Estado” para tudo “voltar ao normal” e citou o caixa de Goiás: “Vamos primeiro cuidar do Estado. Vamos resgatar a economia do Estado, e tudo vai voltar ao normal. Uma dívida de R$ 6,8 bilhões ali, já vencida, com R$ 11 bilhões em caixa. Entrego o governo amanhã ao meu sucessor com R$ 9,8 bilhões em caixa, e nenhuma dívida”, falou.

Biometano

Caiado citou Goiás como exemplo de desenvolvimento no biometano para ilustrar medidas que adotaria em um eventual governo. “Em Goiás, desenvolvemos o biometano, que é o combustível mais sustentável que existe. Hoje, uma frota de 501 ônibus na região metropolitana passa a utilizar o biometano. O quanto nós podemos também, as nossas riquezas hídricas, biomassa, eólica e fotovoltaica. Por que vou comprar ônibus importando bateria asiática, se posso produzir o biometano e fazer com que tenha essa mesma capacidade e com performance melhor hoje, com motores desenvolvidos para grandes cargas? É isso que falta no Brasil”, disse.

Contato: geovani.bucci@estadao.com; naomi.matsui@estadao.com

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