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Defesa de Vorcaro nega que ex-banqueiro seja dono oculto da Entrepay, como suspeitam autoridades

27 de março de 2026

Por Cícero Cotrim

Brasília, 27/03/2026 – A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, negou que o ex-banqueiro seja dono oculto da Entrepay, liquidada pelo Banco Central nesta sexta-feira. Como mostrou a Broadcast, autoridades suspeitam que haja essa relação.

“A defesa de Daniel Vorcaro informa que ele nunca foi sócio da Entrepay e houve apenas relação comercial entre Banco Master e Entrepay. A defesa nega de forma veemente que Vorcaro seja ‘dono oculto’ da empresa”, diz a nota.

As autoridades suspeitam que o ex-diretor da Entrepay Antônio Carlos Freixo Júnior atuasse como uma espécie de operador de Vorcaro, usando a infraestrutura da instituição em benefício do ex-banqueiro.

As suspeitas são de que as relações entre Vorcaro e a Entrepay seguiam o mesmo modelo das ligações entre o Banco Master e a Reag Investimentos. Uma série de fundos da gestora foi usada em esquemas de fraude e lavagem de dinheiro envolvendo o ex-banqueiro. Essas ações são investigadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.

Antônio Carlos Freixo Júnior foi alvo da segunda fase da operação, que investigava as relações entre o Master e a Reag. Ele também foi um dos acusados – junto com o próprio Vorcaro – em um processo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que apura irregularidades na emissão e distribuição de cotas de fundos de investimento fechados. Em dezembro, a CVM rejeitou uma proposta de acordo para encerrar o processo.

A liquidação da Entrepay levou em consideração não apenas o comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, mas também a “infringência às normas que disciplinam sua atividade” e “prejuízos que sujeitam a risco anormal seus credores”, como informou o BC em nota. Essa infringência de normas está relacionada justamente às investigações sobre o ecossistema do Master.

Vorcaro está preso desde 4 de março, quando foi deflagrada a terceira fase da Compliance Zero, investigando a existência de quatro núcleos com funções específicas na estrutura criminosa em torno do banqueiro. Atualmente, ele negocia a possibilidade de um acordo de delação premiada.

Contato: cicero.cotrim@broadcast.com.br

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