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26 de março de 2026
Por Altamiro Silva Junior
São Paulo, 25/03/2026 – A Iguá Saneamento anunciou hoje resultados do quarto trimestre de 2025, em que teve prejuízo de R$ 149,4 milhões, aumento de 470% ante o mesmo período de 2024. No acumulado do ano, a perda foi de R$ 625,9 milhões, crescimento de 97,3% ante 2024.
O CEO da Iguá, René Silva, ressalta que a perda maior está em linha com o previsto pela companhia e decorre principalmente da mobilização para a nova operação em Sergipe, concessão que levou em 2024 e começou a operar em maio do ano passado. Outro fator que contribuiu foi o aumento da despesa financeira, em função do financiamento para o pagamento da outorga.
No endividamento, a Iguá fechou 2025 com passivo de R$ 12 bilhões, acima dos R$ 11,6 bilhões do terceiro trimestre. Mas o nível de alavancagem caiu no quarto trimestre, ficando em 10,4 vezes, de 11,08 vezes no terceiro período do ano, considerando a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes dos impostos, juros e amortizações).
A queda da alavancagem aconteceu por conta da alta do Ebitda, que deu um salto de 73,7%, considerando o indicador ajustado, para R$ 364 milhões no quarto trimestre, por conta do crescimento das operações no Rio e Sergipe. A margem Ebitda ficou em 45%.
No endividamento, a maior parte do passivo, R$ 8,2 bilhões, está concentrada na operação do Rio de Janeiro, por conta do valor maior da outorga. Considerando o endividamento total, boa parte dele, perto de R$ 9 bilhões, vence a partir de 2031.
Especialmente na cidade do Rio, a Iguá fez um esforço para reduzir os atrasos nas contas. Com isso, sua inadimplência caiu de 3% no quarto trimestre de 2024 para o número negativo de -0,4% ao final de 2025, ou seja, a companhia tem mais contas em atraso sendo acertadas do que atuais entrando em atraso.
Ao todo, em 2025, a empresa de saneamento investiu (Capex) R$ 828 milhões, alta de 28% – desse total, R$ 195 milhões foram em Sergipe e R$ 358 milhões no Rio de Janeiro. Considerando só o quarto trimestre, os investimentos totais somaram R$ 299,2 milhões, crescimento anual de 73%.
A receita líquida ajustada no quarto trimestre somou R$ 804 milhões, alta anual de 59%, puxada pelas operações em Sergipe. O Rio responde pela maior parte das receitas do grupo, na casa dos 45%, seguido por Sergipe, com 28%.
Contato: altamiro.junior@estadao.com
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