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25 de março de 2026
Por Geovani Bucci
São Paulo, 25/03/2026 – O governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Eduardo Leite, afirmou nesta quarta-feira, 25, que pretende permanecer no cargo até o fim do mandato caso não seja escolhido pela legenda para disputar o Planalto. Em conversa com jornalistas no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), Leite também marcou posição em relação ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que ganhou força como potencial candidato após a desistência do paranaense Ratinho Júnior.
O gaúcho desembarcou na capital paulista por volta das 10h e deve se reunir com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, para um café no fim da tarde. Ainda não há confirmação se o encontro ocorrerá na residência do dirigente, em Pinheiros, ou na sede do partido. Kassab cumpre agenda partidária no Tocantins e deve retornar a São Paulo no início da tarde. Ambos devem seguir após o encontro para o lançamento do livro “Juntos Chegaremos Lá!: Memórias”, do secretário de Projetos Estratégicos paulista, Guilherme Afif Domingos.
“Se eu vou deixar o meu mandato, é para algo maior, que é concorrer à Presidência da República, num contexto em que o Brasil precisa de uma alternativa. Se não houver essa possibilidade, eu permaneço no cargo até o final do meu mandato”, afirmou Leite. “Não estou discutindo ser vice, ser alternativa de Senado, nem nada. A minha intenção e a minha disposição firme são de liderar um projeto.”
O chefe do Executivo gaúcho afirmou que, ao se colocar à disposição para liderar o projeto, entende ter melhores condições de viabilidade eleitoral, embora reconheça que a escolha envolverá também avaliações subjetivas por parte das lideranças do partido. Ressaltou que respeita a trajetória de Caiado, a quem classificou como um líder admirável, mas ponderou que há convergências e diferenças entre eles.
Segundo o governador, caberá ao PSD definir não apenas o nome do candidato, mas também a linha política que pretende adotar na eleição, incluindo suas plataformas e o grau de compromisso com uma alternativa aos polos – leia-se o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – já estabelecidos. Na avaliação de Leite, o cenário exige uma candidatura que se diferencie dessas duas forças, e não apenas uma opção mais alinhada a um dos lados na disputa por votos. Para ele, Caiado aproxima-se mais do bolsonarismo.
“O PSD vai ter que decidir, afinal, se vai ser um partido que vai defender, de forma aberta, a anistia, ou se vai ser um partido que vai falar de um Brasil diferente”, disse Leite. “Nós estamos falando de posicionamento dentro de uma circunstância político eleitoral que, na minha visão, no meu sentimento, exige uma candidatura diferente da dos polos.”
O governador do Rio Grande do Sul explicou que deverá discutir com Kassab os critérios que vão orientar a definição da candidatura e disse estar empenhado em demonstrar às principais lideranças da legenda, que há fundamentos para considerar viável a disputa por meio do seu nome. Segundo ele, ambos também deverão alinhar o desenho da candidatura a partir da desistência do governador Ratinho Jr.
“Já venho falando sobre isso com ele insistentemente. Agora, naturalmente, vou reforçar todos esses pontos”, continuou o governador. “E, insisto, trata-se de uma reflexão conduzida pelo presidente, acompanhado das lideranças do partido, que ele irá escutar para fazer a leitura do processo eleitoral e das circunstâncias políticas que o País está vivendo.”
A desistência de Ratinho Jr.
Leite afirmou que já considerava, ao longo do tempo, que fatores locais poderiam influenciar a decisão de Ratinho Júnior, embora tenha observado que, nas semanas recentes, o governador paranaense demonstrava maior disposição para liderar o projeto, postura que, segundo ele, sempre contou com seu respeito.
Ressaltou ainda que a decisão envolve múltiplas circunstâncias, cujas motivações cabem apenas ao próprio Ratinho explicitar, reiterando sua admiração pelo colega. Disse, por fim, que não esperava a manifestação na segunda-feira, embora avaliasse que o contexto político levava naturalmente a esse tipo de reflexão.
Nesta segunda-feira, 23, Ratinho Jr. publicou uma nota oficial confirmando sua desistência à disputa presidencial, e informando que terminará seu mandato como governador do Paraná.
A decisão foi comunicada a Kassab após uma “profunda reflexão familiar” ocorrida na noite de domingo, 22, diz a nota. A saída de Ratinho do quadro de presidenciáveis surpreendeu os correligionários. O governador informa, ainda, que, ao término do mandato, pretende voltar ao setor privado e presidir o Grupo de Comunicação criado pelo pai, o apresentador Ratinho.
Contato: geovani.bucci@estadao.com
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