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23 de março de 2026
Por Denise Luna
Rio, 23/03/2026 – A Petrobras está conduzindo estudos internos para avaliar a energia nuclear como alternativa de autogeração com foco na descarbonização, informou ao Broadcast o gerente executivo de Projetos Estruturantes da Petrobras, Wagner Victer. Segundo o executivo, que já foi secretário estadual de Energia do Rio de Janeiro, a energia nuclear voltou a ganhar peso na nova geopolítica mundial e passou a ser considerada novamente no debate sobre transição energética.
“A energia nuclear voltou a ser uma energia importante dentro da nova geopolítica mundial. Para a área de petróleo, especialmente, existem estudos que nós estamos fazendo internamente do ponto de vista da utilização da energia nuclear como uma das alternativas internas de autogeração para fins de descarbonização”, disse Victer durante o Nuclear Summitt 2026, que está sendo realizado no Rio de Janeiro, sobre estudos para usar Small Modular Reactors (SMRs) nas refinarias e, possivelmente, nos sistemas submarinos da companhia.
Segundo ele, as análises na companhia estão hoje mais concentradas na área de refino, em trabalhos conduzidos pela própria área, em conjunto com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes) . Há também menção a estudos relacionados a possíveis formas de uso como subsídio energético para operações, dentro do conceito de reduzir emissões em atividades intensivas em consumo de energia.
Victer destacou, porém, que o tema ainda não é uma discussão madura no Brasil. Ele cita falta de regulamentação ambiental plenamente estabelecida e avalia que a rota tecnológica dos SMRs ainda não está suficientemente definida para permitir avanços mais concretos.
Ao tratar de aplicações futuras, ele descartou, neste momento, a ideia de sistemas embarcados, mencionando preocupações ambientais, restrições de outros países e desafios ligados ao descomissionamento. Na visão dele, o potencial maior estaria em soluções em terra e em sistemas deslocados, com possibilidade de uso em instalações industriais e até em apoio a tecnologias como bombeio submarino, ainda que sem expectativa de adoção no curto prazo.
Ele observou que o horizonte é longo também no cenário internacional e compara a aposta atual à trajetória de fontes que levaram décadas para se consolidar, como a eólica. Para ele, qualquer avanço dependerá não só do ganho ambiental, mas também de economicidade e de viabilidade ambiental, pontos que, afirma, precisam ser restabelecidos no País antes de uma decisão.
“Ainda está em fase de estudo, não dá para cravar ainda. Na prática, além de descarbonizar, ela (Petrobras) tem que ter economicidade e uma questão de viabilidade ambiental que a gente tem que restabelecer no País”, afirmou. O executivo destacou também que o sistema ainda não está plenamente regulamentado do ponto de vista da questão ambiental e que a rota tecnológica de implantação dos SMRs ainda não está fechada. “É importante se falar que hoje a energia, mais do que nunca, você tem que ter o caráter da interiorização da energia como uma questão estratégica”, disse.
contato:denise.luna@estadao.com
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