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19 de março de 2026
Por Luciana Collet
São Paulo, 19/03/2026 – A Newave Energia, joint venture da Newave Capital com a Gerdau, inaugurou hoje o Complexo Solar de Barro Alto, empreendimento de 452 megawatts-pico (MWp) que consumiu cerca de R$ 1,3 bilhão em investimentos e é considerado o maior projeto de geração fotovoltaica do estado de Goiás.
A inauguração ocorre cerca de nove meses depois de a empresa ter inaugurado seu primeiro empreendimento, o Parque Solar de Arinos, com 432 MWp de capacidade instalada, localizado em Minas Gerais.
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Complexo Solar Barro Alto, em GO: 452 MWp, capacidade suficiente para atender 5% do consumo do estado. Fonte: Divulgação
Novas expansões ou projetos de geração estão fora do radar neste momento. Segundo o diretor presidente da Newave Energia, Edgard Corrochano, os cortes de geração, conhecidos no setor como curtailment, travam qualquer decisão de investimento em novos projetos de geração renovável. “A posição da companhia hoje é que nós não faremos um novo investimento de geração centralizada até que esse tema seja resolvido”, disse à Broadcast.
O principal caminho de desenvolvimento avaliado no momento é no segmento de baterias. Segundo o executivo, a empresa está estudando um projeto de baterias em Barro Alto, para a instalação de um sistema de 210 megawatts. A intenção é que a empresa possa viabilizar o projeto por meio da contratação via leilão, atualmente em gestação pelo governo federal e planejado para meados do ano.
“Achamos que é um projeto muito competitivo para o leilão e que faz total sentido, dada a localização estratégica, um projeto muito bem posicionado para os desafios que o ONS [Operador Nacional do Sistema] tem”, disse.
Para ele, a contratação de baterias viabilizaria de forma mais rápida e mais barata a ampliação da disponibilidade de potência do que via as contratações feitas por meio do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) realizado ontem, quando foram contratados quase 19 gigawatts (GW) de potência de termelétricas, novas e existentes, e expansão de hidrelétricas. A nova capacidade virá de empreendimentos que entrarão em operação entre 2028 e 2031.
Ele citou que as baterias podem entrar em operação em 12 meses e que os custos dos equipamentos estão caindo de maneira relevante, dada a sobreoferta existente, com o estoque chinês.
No momento, a empresa espera o detalhamento da regulação para as baterias, como as diretrizes para a contratação via leilão, de forma a confirmar a viabilidade dos projetos. No entanto o executivo se mostra otimista com as perspectivas, dada a possibilidade de esses sistemas colaborarem não apenas com o aumento da disponibilidade de potência, como também com a redução do curtailment.
“Bateria tem esse papel de carregar [quando há excesso de oferta] e descarregar quando há demanda maior do sistema, de uma forma muito mais rápida que termoelétricas a gás”, disse Corrochano à Broadcast, citando ainda que parte da disponibilidade contratada no LRCap de ontem, 18, virá de termelétricas abastecidas a gás natural liquefeito (GNL), importado, gerando potenciais riscos geopolítico e inflacionários, já que o preço é atrelado à cotação do petróleo, em dólar.
Barro Alto
Sobre o Complexo Solar de Barro Alto, Corrochano destacou que o projeto foi executado antes do prazo, com 16 meses de obras, e abaixo do orçamento, totalizando R$ 1,3 bilhão de investimentos.
Em linha com a participação da Gerdau na Newave Energia, a siderúrgica ficará com 40% de toda a energia produzida pelo projeto, em regime de autoprodução. O restante da energia foi comercializada junto a outros consumidores atendidos no mercado livre.
Segundo o gerente geral de Energia da Gerdau, Marcos Prudente, o novo complexo solar reforça a estratégia da companhia de garantir energia limpa e competitiva para suas operações no País. “Esse é um passo relevante para a companhia, porque está associando energia renovável com competitividade industrial, está aumentando nossa autossuficiência em energia no País em 13%, e isso fortalece também a nossa agenda de descarbonização e entra para compor o nosso portfólio de suprimento a longo prazo”, disse.
Atualmente a companhia possui cerca de 45% de geração própria de energia, sendo parte dentro da sociedade com a New Wave e parte de investimentos diretos em pequenas centrais hidrelétricas e unidades de cogeração, entre outros ativos, também no exterior.
Contato: Luciana.collet@estadao.com
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