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Soja: Abiove eleva projeção de processamento em 2026 para recorde de 61,5 milhões de t

19 de março de 2026

Por Gabriel Azevedo

São Paulo, 19/03/2026 – A Abiove elevou de 61 milhões para 61,5 milhões de toneladas a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026, alta de 0,8% em relação à estimativa divulgada em janeiro. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no País e avanço de 4,8% ante as 58,698 milhões de toneladas consolidadas em 2025.

A revisão veio acompanhada de ajuste positivo também na produção brasileira de soja, que passou de 177,124 milhões para 177,847 milhões de toneladas, alta de 0,4% sobre a projeção anterior. Com mais matéria-prima disponível, a entidade elevou de 47 milhões para 47,4 milhões de toneladas a estimativa de produção de farelo, aumento de 0,9%, e de 12,25 milhões para 12,35 milhões de toneladas a de óleo de soja, alta de 0,8%.

A Abiove manteve em 111,5 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, volume 3,1% acima das 108,181 milhões de toneladas embarcadas em 2025. As vendas externas de farelo também seguiram estimadas em 24,6 milhões de toneladas, enquanto as de óleo foram revistas de 1,45 milhão para 1,5 milhão de toneladas, avanço de 3,4% sobre o levantamento anterior e de 10,1% em relação às 1,363 milhão de toneladas exportadas no ano passado.

Do lado da oferta, a projeção de importação de soja subiu de 500 mil para 800 mil toneladas, alta de 60,0%. As importações de óleo foram mantidas em 125 mil toneladas, e as de farelo, em 1 mil toneladas. O consumo interno de farelo permaneceu projetado em 20,3 milhões de toneladas, sem mudança ante janeiro, enquanto o de óleo continuou estimado em 10,8 milhões de toneladas.

Nos estoques, a Abiove reduziu de 7,071 milhões para 6,815 milhões de toneladas a estimativa de estoque inicial de soja em 2026, queda de 3,6%, mas elevou o estoque final de 9,195 milhões para 9,462 milhões de toneladas, alta de 2,9%. No farelo, o estoque inicial foi cortado de 4,878 milhões para 2,095 milhões de toneladas, recuo de 57,1%, e o final, de 6,979 milhões para 4,596 milhões de toneladas, baixa de 34,1%. No óleo, o estoque inicial subiu de 408 mil para 661 mil toneladas, avanço de 62,0%, e o final, de 533 mil para 836 mil toneladas, aumento de 56,8%.

Contato: gabriel.azevedo@estadao.com

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