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Escritório da mulher de Moraes processará o senador Alessandro Vieira por falas sobre PCC

16 de março de 2026

Por Pedro Penteado, do Estadão

São Paulo, 16/03/2026 – O escritório de advocacia Barci de Moraes anunciou nesta segunda-feira, 16, que vai acionar judicialmente o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por injúria, calúnia e difamação na Justiça estadual de São Paulo, além de pedir indenização por danos morais.

A iniciativa é uma resposta a falas de Vieira em que ele citou a suposta circulação de recursos do Primeiro Comando da Capital (PCC) para familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A banca tem como sócia Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O escritório está no centro de uma série de questionamentos desde que confirmou ter prestado serviços ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.

O dono da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso preventivamente e responde a investigações por fraude financeira na CPI do Crime Organizado e na CPMI do INSS.

Em entrevista ao SBT News, Vieira, relator da CPI do Crime Organizado no Senado, afirmou que apurações em curso indicam pagamentos do PCC a autoridades de diversos poderes, servidores públicos, políticos e pessoas ligadas ao Judiciário.

“A gente tem informações que apontam circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Não é razoável dizer agora que essa circulação de recurso é ilícita”, disse o senador.

O escritório acusa Vieira de ter vinculado recursos do PCC à firma advocatícia, contratada pelo Banco Master, e classifica as declarações como falsas.

Em nota, Vieira negou ter estabelecido ligação direta entre o PCC e o escritório Barci de Moraes e classificou a ação judicial como tentativa de intimidação.

“O que fiz foi relatar o processo provável de lavagem de dinheiro realizado por um grupo que contratou os serviços do escritório da família Moraes. Não apontei em nenhum momento uma ligação direta entre o PCC e o referido escritório”, afirmou.

O senador acrescentou que “as pessoas aparentemente ainda têm dificuldade em compreender que as atividades do Master eram criminosas”.

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