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Caminhoneiros: Abrava pede reunião de emergência com Lula para discutir crise do diesel

12 de março de 2026

São Paulo, 12/03/2026 – A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) enviou um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitando a realização de uma reunião emergencial para discutir medidas diante da alta do preço do diesel no País. No documento, encaminhado em 11 de março, a entidade afirma que a alta do combustível pode desestabilizar a economia ao encarecer o transporte de cargas e, consequentemente, os preços de produtos e serviços.

Segundo a associação, há indícios de retenção de vendas e distribuição de diesel por parte de distribuidoras, o que estaria provocando escassez do produto e aumento de preços. A entidade pede a adoção de medidas emergenciais para reduzir os custos do combustível e investigar possíveis práticas abusivas no mercado.

Entre as propostas apresentadas está a isenção temporária de tributos federais sobre combustíveis – PIS/Pasep, Cofins e Cide – por meio de medida provisória até que a crise seja solucionada. A Abrava também defende que o governo federal articule uma reunião com governadores para avaliar a possibilidade de isenção do ICMS sobre o diesel, com o objetivo de reduzir o preço final ao consumidor.

O documento ainda solicita a isenção de pedágio para transportadores autônomos em rodovias federais e estaduais, como forma de aliviar os custos operacionais da categoria. Além disso, pede a responsabilização de distribuidoras que eventualmente tenham praticado aumentos considerados abusivos no preço do diesel.

A entidade também solicita que o ministro de Minas e Energia e o presidente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apresentem explicações sobre o preço do diesel e a comercialização do combustível no País. O ofício propõe ainda a abertura de investigação pela Polícia Federal e pela Receita Federal do Brasil para apurar possíveis crimes contra a ordem econômica relacionados à elevação dos preços.

No documento, assinado pelo presidente da entidade, Wallace Costa Landim, a associação afirma que, caso não haja diálogo com o governo federal, poderá convocar uma assembleia geral extraordinária da categoria para deliberar sobre os próximos passos. (Equipe AE)

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