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12 de março de 2026
Por Camila Vech
São Paulo, 12/03/2026 – O BB Investimentos (BB-BI) rebaixou a recomendação para a Vibra de compra para neutra, após avaliar que a forte alta recente do papel reduziu o upside e deixou os múltiplos mais esticados. O banco manteve preço-alvo de R$ 27,00 para 2026, o que representa potencial desvalorização de 14,4% ante o fechamento de ontem.
A decisão vem apesar de a Vibra ter reportado números positivos no quarto trimestre de 2025. Em relatório, o BB-BI cita aumento nos volumes vendidos, recuperação de participação de mercado na rede de postos para 21,1% – alta de 0,6 ponto porcentual ante o último ano – e margem Ebitda em nível elevado.
Entre os pontos que ainda pesam na avaliação, o banco lista a elevação das despesas operacionais, um resultado financeiro ainda pressionado e a alavancagem considerada alta, reflexo da aquisição da Comerc.
No desempenho operacional, o documento informa que o Ebitda ajustado recorrente da Distribuição somou R$ 1,59 bilhão no trimestre, alta de 42% ante o último ano. A margem recorrente foi de R$ 167 por metro cúbico, avanço de 34,7% na mesma comparação. Para o banco de investimentos, esses indicadores, somados a um ambiente regulatório mais equilibrado após ações contra crime organizado no setor a partir do segundo semestre de 2025, reforçam a continuidade de resultados operacionais sólidos.
O relatório também aponta que a Vibra vem consolidando bons resultados no contexto de avanços regulatórios no setor, com destaque para a operação Carbono Oculto, e a aprovação do projeto de lei do Devedor Contumaz, descrita como pauta histórica do setor e que deve fortalecer o ambiente competitivo, ao reduzir práticas ilícitas e trazer volumes para a legalidade.
Mesmo com esse cenário, o BB-BI vê desafios relevantes, citando que os volumes B2B seguem pressionados, as despesas operacionais por metro cúbico aumentaram e o custo financeiro tem sido um fardo sobre a rentabilidade. O relatório acrescenta que permanece no radar um eventual agravamento dos impactos do curtailment sobre a rentabilidade da Comerc.
No mercado, o documento registra que a ação ordinária de Vibra sobe 121% em 12 meses, acima dos 49% do Ibovespa e também do principal par listado, Ultrapar, que avançou 88% no período. Na avaliação do BB-BI, o desempenho deriva de a Vibra seguir demonstrando “resiliência” em um setor marcado por juros altos e perda de competitividade devido a fraudes, com bons retornos e um portfólio diversificado, ainda que a aquisição da Comerc, os impactos em despesas financeiras associados à operação e o curtailment sejam apontados como os principais responsáveis por efeitos adversos na geração de caixa no curto prazo.
Contato: camila.vech@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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