Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
4 de março de 2026
Por Gabriel Azevedo
São Paulo, 04/03/2026 – Entidades do agronegócio paranaense entregaram nesta quarta-feira (4), em Curitiba, proposta conjunta ao governo federal com pedido de R$ 670 bilhões em crédito rural para o Plano Safra 2026/2027, volume 13% superior ao disponibilizado no ciclo atual, segundo comunicado divulgado pelo Sistema Ocepar. O documento foi apresentado a representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) em reunião na sede da entidade.
Do total pleiteado, R$ 486,3 bilhões seriam destinados ao custeio e à comercialização e R$ 183,7 bilhões a investimentos. Na distribuição, R$ 95 bilhões iriam ao Pronaf, R$ 85 bilhões ao Pronamp e R$ 490 bilhões aos demais produtores e cooperativas.
O documento pede redução média de três pontos porcentuais nas taxas de juros em relação ao ciclo anterior. Para os grandes produtores, a proposta cai de 14% para uma faixa de 7,5% a 10% ao ano. No Pronamp, o pedido é de 7% a 9,5%, ante 10% na safra passada. No Pronaf, de 0,5% a 5%, contra faixa de até 8% no ciclo atual.
O argumento central é a trajetória esperada da Selic. O economista Salatiel Turra, da Ocepar, afirmou, em nota, que “a Selic deve encerrar 2026 em torno de 12,25% ao ano, com recuo para aproximadamente 10% em 2027” e que “embora o patamar atual continue elevado em termos históricos, observa-se que a taxa vem se posicionando em níveis inferiores aos registrados nos anos anteriores, o que contribui, ainda que de forma gradual, para a redução do custo de captação”.
O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, disse, em nota, que “já é tradição, todos os anos nós nos reunimos e elaboramos uma proposta conjunta para o Plano Safra” e que “as margens hoje na agricultura são mínimas e quem não tem produtividade não consegue sobreviver”. O presidente da Fetaep, Alexandre Leal dos Santos, alertou, também em nota, para o endividamento do setor. “Precisamos tentar negociar as dívidas para fortalecer a agricultura familiar”, afirmou.
A proposta inclui pedido de renegociação de dívidas de produtores afetados por eventos climáticos, com prorrogação de financiamentos de custeio por 12 meses e criação de linha emergencial de capital de giro, além de sugestões para o Proagro e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. O documento foi elaborado pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Fetaep, Ocepar, Secretaria de Agricultura do Paraná e IDR-Paraná, com participação de sindicatos rurais, cooperativas e técnicos de extensão rural.
Os representantes do Mapa e do MDA comprometeram-se a encaminhar a proposta a Brasília. O Plano Safra costuma ser lançado no fim de junho, com vigência de julho a junho do ano seguinte.
Contato: gabriel.azevedo@estadao.com
Veja também