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4 de março de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo – O sócio-diretor da consultoria MBAgro, José Carlos Hausknecht, projetou crescimento de 2% a 3% do PIB do agronegócio em 2026, em entrevista ao Broadcast Agro. Depois de um 2025 marcado por forte expansão da agropecuária, com alta de 11,7% no Valor Adicionado, puxada principalmente por soja e milho, o desempenho do setor em 2026 tende a ser mais moderado.
Para 2026, o consultor vê um primeiro semestre mais aquecido, impulsionado pela colheita da soja. “Vai ser uma nova safra cheia, vai ajudar a iluminar este começo de ano, que é o peso mais importante do resultado do primeiro e do segundo trimestre”, afirmou. “A gente vai ver números muito positivos no primeiro trimestre.”, acrescentou.
Esse impulso inicial, no entanto, deve perder força ao longo do ano. A base de comparação mais elevada também pesa. “É difícil repetir. A base é muito melhor”, observou, lembrando que, diferentemente da transição entre 2023 e 2024, agora o setor parte de um patamar já robusto.
Na avaliação da MBAgro, a principal variável de risco está na segunda safra de milho, a safrinha, atualmente em fase de plantio. “Ainda depende muito do clima. Está sendo plantada mais tardiamente, então a gente tem um risco maior”, alertou.
De acordo com as projeções da Conab citadas por Hausknecht, a produção total de grãos deve ficar praticamente estável em relação ao ano anterior. “A projeção está falando de uma safra basicamente igual à do ano passado: 0% de crescimento de grãos em geral. Então não dá para esperar um crescimento de níveis muito robustos.” Além do milho, o trigo também entra no radar de incertezas, por ser uma cultura de inverno e mais sensível às condições climáticas.
Outro ponto de atenção é o desempenho da proteína animal, especialmente a carne bovina, diante da virada do ciclo pecuário. A cana-de-açúcar, por sua vez, deve registrar crescimento moderado. “É uma safra positiva. Melhor do que a do ano passado. Mas o crescimento em torno de 5% não é nada muito relevante”, avaliou. No caso do café, Hausknecht vê viés favorável, sustentado pelos investimentos realizados nos últimos anos.
Assim, após um ciclo excepcional em 2025, quando a agropecuária cresceu mais de 12% no quarto trimestre ante igual período do ano anterior, o setor deve seguir contribuindo positivamente para o PIB em 2026, porém em um ritmo mais compatível com uma base elevada e com incertezas climáticas no radar. “Pecuária e grãos foram os destaques positivos de 2025. São o carro-chefe do agro. Se esses vão bem, o resultado tende a ser bom”, afirmou.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
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