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2 de março de 2026
Por Denise Luna
Rio, 02/03/2026 – A permanência da alta do petróleo, motivada pela guerra entre os Estados Unidos e Irã, e até uma escalada para o nível de US$ 100 o barril vai depender da duração e intensidade do conflito, mas, no momento, se vê muita especulação, como aconteceu na guerra da Rússia contra a Ucrânia, disse à Broadcast o ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e professor da PUC-Rio, David Zylberstajn.
“Já se passaram quatro anos dessa guerra (Rússia-Ucrânia) e não mexeu tanto assim no petróleo”, relembrou Zylberstajn. “O momento é muito especulativo e o petróleo sobe. Muita gente vai ganhar dinheiro com a especulação, não é petróleo físico, é papel atrelado ao petróleo”, explicou, ressaltando que desta vez a guerra acontece em uma região produtora.
Ele lembrou que a oferta da commodity atualmente é maior do que a demanda, e que qualquer consequência vai depender do tempo que durar o conflito. “É a única variável que vai fazer diferença. No mundo, hoje, a oferta de petróleo não é problema, a logística é que é o problema”, avaliou.
Para a Petrobras, segundo o especialista, o reflexo será uma maior receita, já que a estatal exporta petróleo. Por outro lado, terá impacto para o consumidor interno, se o preço for elevado nas refinarias.
“Mas o barril a US$ 100 hoje é muito mais barato do que o barril a US$ 100 há 15 anos, e, mesmo naquela época, a economia reagiu bem”, ressaltou Zylberstajn.
Contato: denise.luna@estadao.com
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