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25 de fevereiro de 2026
São Paulo, 25/02/2026 – A companhia de fertilizantes Mosaic, dos Estados Unidos, registrou prejuízo líquido de US$ 519,5 milhões no quarto trimestre de 2025, informou ontem (24) a empresa, depois do fechamento do mercado. Em igual período do ano anterior, a Mosaic obteve lucro de US$ 169 milhões. O prejuízo por ação foi de US$ 1,64, ante lucro de US$ 0,53 um ano antes. Em termos ajustados, o lucro diminuiu de US$ 0,45 para US$ 0,22 por ação. As vendas líquidas aumentaram 5,6% na mesma comparação, para US$ 2,97 bilhões.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado caiu de US$ 594 milhões para US$ 505 milhões.
O prejuízo no quarto trimestre refletiu reduções no valor de ativos, de US$ 189 milhões no caso do ativo de Carlsbad e de US$ 110 milhões em ativos da Mosaic Fertilizantes. Houve também reduções de US$ 223 milhões referentes a diversos outros itens, incluindo perdas cambiais, ajustes a valor de mercado e obrigações de desativação de ativos, disse a empresa em comunicado.
Esses impactos foram parcialmente compensados por um ganho de US$ 100 milhões relacionado à venda de ativos da Mosaic Fertilizantes, incluindo um ganho de US$ 94 milhões com a transação de Patos de Minas, afirmou a Mosaic.
No segmento de potássio, O Ebitda ajustado aumentou 58,5% no quarto trimestre, para US$ 336 milhões. Em fosfatados, o Ebitda ajustado caiu 57,8%, para US$ 144 milhões. A operação brasileira, Mosaic Fertilizantes, registrou Ebitda ajustado de US$ 45 milhões no quarto trimestre, queda de 45,1% na comparação anual.
Segundo a Mosaic, apesar de um quarto trimestre lento, 2026 tende a ser mais favorável, à medida que se aproxima a temporada de primavera na América do Norte. A companhia espera interesse semelhante nas próximas temporadas de aplicação na Índia, no Brasil e na China. “Os preços já reagiram positivamente à demanda global desde o início do ano”, disse a Mosaic.
No Brasil, a companhia destacou que as restrições de crédito persistem, mas que a expansão da área plantada e os bons rendimentos das lavouras devem sustentar a demanda por fertilizantes em 2026.
(Equipe AE)
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