Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
24 de fevereiro de 2026
Por Aramis Merki II
São Paulo, 24/02/2026 – No fórum empresarial Brasil-Coreia do Sul ocorrido nesta segunda-feira, 23, em Seul, a Wonder Data Labs foi a única startup brasileira do seu segmento a participar de um painel. A empresa desenvolve ferramentas de inteligência artificial (IA) para a indústria, categoria chamada de “indtech”. No país asiático, ela integrou as discussões sobre manufatura avançada e cadeias produtivas críticas ao lado de gigantes como Vale, Embraer, Hyundai e a Indústria Aeroespacial da Coreia. O evento fez parte da programação da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à capital coreana.
A agenda resultou em prospecções com potenciais clientes locais, segundo o cofundador Alfredo Vespa. Mas a empreitada internacional representa um desafio: superar a barreira cultural que a indústria tecnológica brasileira enfrenta no exterior. “O mercado externo ainda associa a economia brasileira predominantemente à exportação de commodities, o que exige chancelas de qualidade e casos reais de aplicação para validar a tecnologia nacional em centros de alta complexidade”, afirma o CEO, Diego Mercadal.
Fundada em 2023 em Itajubá (MG), a Wonder Data Labs tem uma estratégia de expansão centrada em grandes cadeias produtivas globais, posicionando sua tecnologia como uma alternativa especializada aos modelos de IA genéricos ao se voltar para habilidades técnicas específicas para o chão de fábrica.
A empresa já atua globalmente. Mantém operações em 10 países distribuídos por três continentes, incluindo mercados na África, Europa e América do Norte. Com planos de se expandir ainda mais no cenário internacional, a Wonder estuda captar sua primeira rodada de investimentos, prioritariamente com fundos internacionais. O objetivo é conseguir o chamado “smart money”, investimento que traz junto a experiência dos gestores de venture capital, que apostam em novos negócios.
Apesar de não revelar números de faturamento, os executivos da empresa dizem que ela é lucrativa desde o seu primeiro ano. Entre os casos que a empresa apresentou na Coreia do Sul e que servem para atrair futuros clientes, destaca-se o contrato com uma grande corporação global do setor de óleo e gás.
Tecnicamente, a operação sustenta-se em duas ferramentas: uma IA desenvolvida especificamente para o contexto industrial, capaz de interpretar desenhos técnicos e realizar análises de engenharia, e uma plataforma de dados que automatiza fluxos de trabalho e monitora linhas de produção. Um diferencial técnico citado pelos fundadores são os “conectores industriais”, softwares que permitem o acesso seguro a sistemas proprietários sigilosos, como SAP e Oracle, sem expor dados sensíveis das empresas ao ambiente externo.
Contato: merki@broadcast.com.br
Veja também