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Vale prevê retomar operações em Fábrica e Viga em até três semanas após extravasamento

CEO diz que impacto foi limitado, afirma que barragens não foram afetadas e condiciona retomada à autorização das autoridades. Por Ricardo Lima A Vale prevê retomar em até três semanas as

13 de fevereiro de 2026

CEO diz que impacto foi limitado, afirma que barragens não foram afetadas e condiciona retomada à autorização das autoridades.

Imagem: Vale / Divulgação.

Por Ricardo Lima

A Vale prevê retomar em até três semanas as operações nas unidades de Fábrica e Viga após um extravasamento de água com sedimentos causado por chuvas intensas, afirmou nesta sexta-feira (13) o CEO da companhia, Gustavo Pimenta, durante teleconferência de apresentação dos resultados de 2025.

Segundo o executivo, “o impacto foi limitado, por isso esperamos que, nas próximas duas a três semanas, a maior parte do trabalho esteja concluída e estejamos prontos para restabelecer as operações, naturalmente dependendo das autoridades para a retomada”, disse.

Pimenta destacou ainda que o evento não afetou estruturas críticas da companhia. “Nenhuma de nossas barragens e estruturas geotécnicas sofreu impacto e, de fato, elas tiveram desempenho muito bom durante esta temporada de chuvas”, afirmou.

De acordo com o CEO, a mineradora também revisa suas instalações após o episódio para reforçar a segurança e a resiliência das operações. “Estamos analisando mais profundamente nossas instalações para verificar o que mais podemos fazer para nos tornarmos ainda mais resilientes, e vamos incorporar esses aprendizados às nossas operações atuais e futuras”, disse.

Contexto

As operações nas unidades foram suspensas após a Prefeitura de Congonhas determinar a interrupção dos alvarás de funcionamento e exigir medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental. A decisão ocorreu em 26 de janeiro, após o extravasamento registrado em uma cava da mineradora na região.

Além disso, a Justiça de Minas Gerais determinou em 6 de fevereiro a paralisação das atividades no Complexo Minerário de Fábrica até que a estabilidade e a segurança das estruturas sejam comprovadas tecnicamente, em decisão relacionada à ação civil pública apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais e pelo Estado.

Pimenta informou que a empresa segue colaborando com as autoridades e trabalhando para restabelecer as operações e evitar ocorrências semelhantes no futuro.

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