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11 de fevereiro de 2026
Por Elisa Calmon
São Paulo, 11/02/2026 – O Bank of America (BofA) elevou suas estimativas para os níveis dos reservatórios da Sabesp após melhora relevante na hidrologia, com afluências acima da média histórica impulsionando os volumes em 12 pontos porcentuais no mês. Para o banco, o cenário reduz o risco de racionamento severo em 2026, limita o potencial de queda no valor da companhia e reforça a recomendação de compra das ações.
Os analistas Gustavo Faria e André Silveira destacam que os reservatórios estão em torno de 40% e calcula que devem encerrar março em 48%. Sob premissas conservadoras, considerando afluências equivalentes a cerca de 80% da média histórica, avaliam como baixo o risco de racionamento severo em 2026, como nos níveis de faixas 6 ou 7, e projeta manutenção na faixa 3 durante a maior parte do ano.
Pelas estimativas da instituição, o nível deve recuar para cerca de 27% ao fim da estação seca, em setembro de 2026, com recuperação para acima de 40% no segundo trimestre de 2027. O banco avalia que, mesmo nesse cenário, os reservatórios devem permanecer na faixa 3 na maior parte do ano, com impacto limitado sobre volumes.
O BofA reiterou recomendação de compra para as ações da Sabesp. O preço-alvo estipulado é de R$ 150, potencial queda de 0,6% ante o último fechamento. Os analistas citam perspectiva de forte expansão de resultados no longo prazo, com projeção de crescimento médio anual (CAGR) do Ebitda de cerca de 25% nos próximos três anos, além de avaliação considerada atrativa, com o papel negociando a aproximadamente 1,2 vez valor da empresa/base de ativos regulatória (EV/RAB).
Adicionalmente, os analistas veem potencial de alta nas estimativas com a aceleração do capex após a aquisição do controle da EMAE pela Sabesp. A companhia tem reforçado interligações e ampliado o uso do reservatório Billings, que representa aumento de 52% na capacidade de armazenamento. O banco considera ainda a adição de 4,0 m³/s em novas transferências de água do Billings para o Alto Tietê até janeiro de 2027, o que pode sustentar níveis mais elevados de reservatórios.
Quanto aos riscos, o BofA não descarta volatilidade no curto prazo com eventuais revisões negativas de lucro por ação, mas estima impacto limitado, de 4% a 5% no valor presente líquido (NPV), mesmo em cenário de racionamento mais severo. O banco destaca a proteção regulatória da companhia, baseada em modelo retrospectivo que incorpora quedas de volume nas revisões tarifárias futuras.
Contato: elisa.ferreira@estadao.com
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