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11 de fevereiro de 2026
Por Geovani Bucci e Naomi Matsui
São Paulo e Brasília, 11/02/2026 – O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quarta-feira, 11, que espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não tome cachaça” antes de uma eventual reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e não leve à mesa “ideias antiamericanas” no encontro entre Brasil e os EUA em março. A declaração foi feita durante painel no evento CEO Conference Brasil 2026, do BTG Pactual.
Flávio disse que, se eleito presidente da República, não terá dificuldade em dialogar com líderes internacionais porque pretende adotar uma postura “pragmática”. Nesse contexto, afirmou que Trump “pode ter uma torcida” por ele, embora tenha ressaltado que não se trata de um apoio formal.
Na área econômica, o senador afirmou que não tem prazo para anunciar o futuro ministro da Economia em uma eventual gestão e negou conversas com nomes que circulam no mercado, como o ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Segundo ele, essas especulações partem da imprensa. O senador evitou detalhar critérios ou prazos para a escolha.
“Tem que ser, no mínimo, igual ao Paulo Guedes”, disse Flávio. “Podem ter uma certeza, vai ser muito melhor que (Fernando) Haddad, até porque tem que ser economista”, continuou, sob aplausos de agentes financeiros.
Sobre o papel do Estado, Flávio defendeu uma ampla agenda de privatizações. Segundo ele, “não dá para privatizar tudo”, mas afirmou que cerca de “95%” das estatais poderiam ser transferidas ao setor privado. “Onde pudermos privatizar, vamos privatizar”, disse, acrescentando que é favorável às privatizações, desde que analisadas “caso a caso”.
Ele ponderou, no entanto, que algumas áreas exigem tratamento estratégico. Citou as terras raras como exemplo de setor sensível, que, segundo ele, deve ser desenvolvido por meio de parcerias público-privadas, sem criação de novas estatais, devido à importância desses minerais para cadeias produtivas ligadas à tecnologia, semicondutores e inteligência artificial.
Contato: geovani.bucci@estadao.com; naomi.matsui@estadao.com
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