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ISA Energia e Climatempo fecham parceria para monitoramento climático em SP

6 de fevereiro de 2026

Por Luciana Collet

São Paulo, 06/02/2026 – A Isa Energia Brasil fechou uma parceria com a Climatempo para a implantação de quatro estações meteorológicas em seu parque de ativos no Estado de São Paulo, onde a companhia é responsável por cerca de 95% da energia transmitida.

As estações foram instaladas em torres localizadas no interior do estado, selecionadas a partir de estudos técnicos para aprimorar o conhecimento de eventos climáticos na região.

Segundo a companhia, a iniciativa tem em vista o aumento da frequência e da intensidade de eventos meteorológicos extremos e visa fortalecer a resiliência das linhas de transmissão frente a esses eventos, por meio do monitoramento climático contínuo até 2030.

“Com a nova rede, será possível aprimorar a detecção de rajadas de vento, chuvas intensas e outros fenômenos críticos, gerando alertas operacionais e subsídios técnicos para a gestão preventiva dos ativos”, explicou a empresa, em nota. Os dados coletados serão integrados às plataformas corporativas da Isa Energia, como o Centro de Monitoramento de Ativos (CMA), permitindo à companhia maior capacidade de antecipação, prevenção e resposta a eventos extremos. Além disso, o projeto permitirá a identificação dos pontos mais críticos ao longo das linhas de transmissão da companhia.

Segundo o diretor-executivo de Operações da Isa Energia, o Brasil conta com cerca de 700 estações operadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), número que classificou como insuficiente frente à extensão territorial do País.

Dados da Climatempo apontam que atualmente mais de 30% dos desligamentos de rede registrados no Brasil estão associados a fenômenos climáticos, enquanto apenas cerca de 7% dos municípios contam com estações meteorológicas completas em operação.

Esta não é a primeira iniciativa da Isa Brasil voltada para adaptação climática. Em 2024, a empresa concluiu um diagnóstico sobre o nível de exposição de seus ativos às ameaças climáticas, no qual mapeou riscos futuros para os horizontes de 2030, 2040 e 2050, permitindo identificar os ativos mais vulneráveis. Atualmente, realiza plano de adaptação e resiliência para aumentar a resiliência da infraestrutura de transmissão.

Contato: Luciana.collet@estadao.com

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