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5 de fevereiro de 2026
Por Danielle Brant e Vera Rosa
Brasília, 05/02/2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a reunião com líderes partidários e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na Granja do Torto, para passar um recado com viés eleitoral, ao dizer que quer comparar entregas do governo federal com a de Estados comandados por opositores para mostrar que fez “muito mais” que os adversários.
Lula citou alguns de seus principais rivais, entre eles o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo – que, mesmo já tendo descartado disputar o Planalto, tem força para diminuir os votos no petista em sua busca pela reeleição.
A deputados, ministros e a Motta, Lula afirmou que pode comparar seu governo com o de qualquer um, entre eles os de Tarcísio, do mineiro Romeu Zema (Novo) e do goiano Ronaldo Caiado (PSD). Segundo o presidente, sua gestão venceria na comparação, considerando entregas de obras, escolas e investimentos no Estado do opositor.
Lula afirmou ainda aos presentes que essa será a eleição mais difícil que ele vai disputar. As declarações ocorrem em um contexto no qual o petista tem dificuldades para definir seus palanques em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do País.
Em entrevista nesta quinta-feira, 5, ao UOL News, o presidente disse que tanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto o vice-presidente Geraldo Alckmin sabem que “têm um papel a cumprir em São Paulo” – ambos resistem a disputar eleições.
Já em Minas Gerais, Estado considerado eleitoralmente estratégico, o PT enfrenta alguns entraves. O nome preferido do petista, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sinalizou que não pretende concorrer ao governo. Nos últimos dias, porém, uma negociação para Pacheco deixar o PSD de Gilberto Kassab e se filiar ao União Brasil deu esperanças a Lula, que voltará a conversar com ele nos próximos dias.
Se o presidente não convencer o senador, a alternativa disponível não é atraente para o PT: trata-se do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que tem muitos desafetos nas fileiras petistas.
No jantar, Lula fez vários acenos a Motta e afirmou que ele tem um aliado no Planalto, o que foi lido por alguns participantes como uma chancela à candidatura ao Senado de Nabor Wanderley, pai do presidente da Câmara.
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