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4 de fevereiro de 2026
Por Marianna Gualter
Brasília, 04/02/2026 – Os eventos geopolíticos recentes devem ter impacto discretamente desinflacionário no Brasil, por meio de movimentos nos preços de commodities e de ativos financeiros internacionais e domésticos, para 42% dos economistas que responderam ao Questionário pré-Copom (QPC) de janeiro. Os resultados da pesquisa foram divulgados há pouco pelo Banco Central.
No questionário, a autoridade monetária não detalhou quais seriam esses eventos. Entre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de dezembro e de janeiro, os Estados Unidos conduziram uma operação militar na Venezuela e capturaram o então ditador do país, Nicolás Maduro. O presidente americano, Donald Trump, também ameaçou impor tarifas de 25% a países que mantenham relações comerciais com o Irã.
Na ata da reunião de janeiro, publicada na terça-feira, dia 3, o Copom afirmou que o ambiente externo ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. Disse que tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica.
“Enquanto os riscos de longo prazo se mantêm, as condições recentes sugerem algum arrefecimento na incerteza. Elevações das tensões geopolíticas e seus desdobramentos seguem sendo monitorados, porém no contexto atual os preços das principais commodities permaneceram contidos, e as condições financeiras, favoráveis”, emendou o colegiado.
No QPC de janeiro, o restante dos economistas classificou o impacto como neutro ou irrelevante (38%), discretamente inflacionário (15%), fortemente inflacionário (4%) e fortemente desinflacionário (1%).
Os entrevistados também foram questionados sobre a evolução do ambiente externo desde o Copom de dezembro, do ponto de vista de economias emergentes. Para metade dos economistas, não houve mudanças relevantes. Foram 32% os que consideraram o cenário menos favorável e 18%, mais favorável.
Projeções
A mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos de 2026 aumentou em relação ao QPC anterior, feito para a reunião de dezembro. O crescimento esperado passou de 1,9% para 2,3%. A estimativa para a área do Euro oscilou de 1,1% para 1,2%, já para China ficou estável em 4,5%.
A mediana para a inflação nos Estados Unidos em 2026, por outro lado, recuou ligeiramente, de 2,7% para 2,6%. Para a China, a estimativa também oscilou para baixo, de 0,8% e 0,7%. A mediana para a inflação da área do Euro ficou estável em 1,9%.
Contato: marianna.gualter@broadcast.com.br
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