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29 de janeiro de 2026
Por Denise Luna
Rio, 29/01/2026 – Os preços dos combustíveis entraram em alta em 2026, com destaque para o etanol e a gasolina, segundo levantamento da ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento, soluções de mobilidade e benefícios corporativos. O preço médio da gasolina subiu em 24 estados em janeiro, na comparação com o mês anterior, e o etanol em 25 estados. O diesel registrou aumento em 21 unidades da Federação.
Na média nacional, a gasolina comum foi comercializada a R$ 6,483, o que representa uma alta de 1,63% em relação a dezembro de 2025, quando custava R$ 6,379. Já o etanol teve o maior avanço no período, de 3,46%, enquanto o diesel S-10 registrou elevação de 0,56%. O levantamento tem como base os pagamentos realizados nos postos da rede credenciada, informou a ValeCard.
O Rio Grande do Norte foi o estado que pagou mais caro pelos três combustíveis este mês, com altas de 12,9% para o etanol; 6,36% a gasolina; e 3,22% o diesel. Já a maior queda da gasolina foi encontrada no Amapá, de 3,22%; do diesel no Piauí, de 0,66%; e do etanol em Alagoas, em queda 0,23%.
Para o diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, Marcelo Braga, a alta expressiva nos combustíveis no início de 2026 une o reajuste do ICMS à entressafra da cana-de-açúcar.
“Essa elevação reflete a atualização da alíquota do ICMS, em vigor desde 1º de janeiro, e a menor oferta de etanol no mercado. Embora a Petrobras tenha reduzido o preço da gasolina para as distribuidoras no fim de janeiro, o reflexo nas bombas demora dias ou semanas para chegar ao consumidor final. Isso ocorre pelo giro dos estoques e pela complexa composição de custos, que envolve desde as margens de revenda até a mistura do etanol anidro e as variações tributárias estaduais”, afirmou Braga.
Gasolina
Em janeiro, a gasolina apresentou alta na maior parte do País, com aumentos percentuais expressivos em estados do Nordeste e do Sul. Atrás do Rio Grande do Norte, a Bahia foi o estado que registrou maior aumento do combustível, de 2,50%, seguido de Pernambuco, em alta de 2,38%.
No Sul, todos os estados apresentaram aumento no preço da gasolina, com Santa Catarina liderando as altas, com 3,57%, passando de R$ 6,337 em dezembro de 2025 para R$ 6,563 em janeiro de 2026, seguida por Rio Grande do Sul, com alta de 2,32%, com avanço de R$ 6,216 para R$ 6,360, e o Paraná, com alta de 1,12%, que passou do valor de R$ 6,499 para R$ 6,572 no mesmo período.
No Sudeste, a gasolina também avançou em todos os estados. Apesar da alta de 1,50% no mês, São Paulo manteve-se entre os menores preços médios do País, passando de R$ 6,204 em dezembro de 2025 para R$ 6,297 em janeiro de 2026. Minas Gerais subiu de R$ 6,343 para R$ 6,458, alta de 1,81%; o Rio de Janeiro avançou de R$ 6,253 para R$ 6,361, elevação de 1,73%; e o Espírito Santo registrou preço de R$ 6,621 para R$ 6,706, crescimento de 1,28%.
Diesel-S10
Segundo a ValeCard, o diesel S-10 apresentou um movimento mais contido em janeiro, com variações positivas em boa parte dos estados, mas sem pressão generalizada. Assim como a gasolina, o Sul registrou a alta em todos os estados, mas manteve os menores preços médios.
Ainda assim, a região Sul seguiu com os menores preços médios do país, com destaque para o Rio Grande do Sul (R$ 6,075) e o Paraná (R$ 6,121), apesar das altas moderadas de 0,53% e 0,49%, respectivamente.
O Nordeste registrou a maior variação percentual do diesel S-10 em janeiro, com destaque para o Rio Grande do Norte, que apresentou a maior alta da região e do Brasil (+3,22%), ao passar de R$ 6,177 em dezembro de 2025 para R$ 6,376 em janeiro de 2026 – um avanço de quase R$ 0,20. Na sequência, aparecem Paraíba (+1,37%), Pernambuco (+0,94%), Ceará (+0,70%), Alagoas (+0,67%), Maranhão (+0,59%) e Bahia (+0,57%). Apenas Piauí (-0,35%) e Sergipe (-0,09%) encerraram o período com leves recuos.
A região Norte concentrou algumas das maiores quedas percentuais do País, com destaque para o Amapá, onde o valor recuou de R$ 7,107 no mês anterior para R$ 6,878 neste mês (-3,22%). O Acre também registrou queda, ao passar de R$ 7,367 para R$ 7,245 (-1,66%), e ainda assim, segue sendo o maior preço médio do diesel S-10 do Brasil. Rondônia teve redução de 1,06% (de R$ 6,770 para R$ 6,698) e o Amazonas, de 0,33% (de R$ 6,672 para R$ 6,650).
Etanol
O etanol foi o combustível com maior pressão de alta em janeiro. Apenas Piauí e Rondônia tiveram queda moderada. O Rio Grande do Norte registrou o maior avanço percentual da região e do País (+12,91%), ao passar de R$ 4,461 em dezembro para R$ 5,037 em janeiro. Na sequência aparecem Pernambuco (+5,79%); Bahia (+4,77%); Paraíba (+4,35%); Ceará (+2,54%) e Alagoas (+1,37%).
Maranhão e Sergipe tiveram aumentos mais moderados (+0,68% cada), enquanto o Piauí foi o único estado da região a registrar recuo no período (-0,66%).
contato:denise.luna@estadao.com
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