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PF faz operação em fundo de previdência do Rio para apurar irregularidades de aportes no Master

23 de janeiro de 2026

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira, 23, uma operação para apurar suspeitas de irregularidades em aportes do fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro em títulos do Banco Master.
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São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro na sede do Rioprevidência e contra gestores do fundo. São alvos o atual presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, o ex-diretor de investimentos Euchério Rodrigues e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, que haviam deixado seus cargos após as suspeitas envolvendo o caso Master. As defesas deles ainda não se manifestaram. O espaço segue aberto.

O Rioprevidência tentava reverter suas aplicações em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master por precatórios federais.

Segundo o fundo, os papéis foram emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. Atualmente, a autarquia está em negociação para substituir as letras por precatórios federais.

Batizada de Barco de Papel, a operação suspeita que as operações foram aprovadas de forma irregular, incompatíveis com a finalidade do instituto de previdência e expuseram os servidores públicos a “risco elevado”. São apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.

É a terceira operação recente da PF para apurar suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master. Neste caso, a investigação não tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi deflagrada com autorização da Justiça Federal do Rio de Janeiro, em primeira instância.

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