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Carlos visita Bolsonaro na Papudinha vê Anderson Torres e Silvinei e critica prisão

21 de janeiro de 2026

Por João Pedro Bitencourt, do Estadão

Brasília, 21/01/2026 – O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro criticou a custódia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Papudinha. Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, ele afirmou que a unidade abriga estupradores, sequestradores e criminosos de alta periculosidade.

A declaração foi dada após visita ao pai. Carlos deixou o complexo penitenciário por volta das 14h desta quarta-feira, 21. Foi a primeira visita desde que Bolsonaro foi encaminhado ao local na última quinta-feira, 15, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“É inacreditável ver o estado do ministro da Justiça Anderson Torres, de Silvinei Vasques e do meu pai, presos em um complexo penitenciário que abriga estupradores, sequestradores e criminosos de alta periculosidade. Fico imaginando o que se passa na mente desses inocentes, condenados à revelia da lei, submetidos a uma situação como essa. É humanamente impossível aceitar isso como normal – algo que nem a lógica mais básica permitiria”, escreveu em sua conta no X.

Nos processos de Anderson Torres e Silvinei Vasques, não consta autorização para que Carlos Bolsonaro realize visitas a ambos.

Bolsonaro está detido em uma Sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar (BPM) do Distrito Federal (DF), conhecido como “Papudinha”, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Como mostrou o Estadão, a unidade é administrada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e não está submetida ao mesmo funcionamento imposto pela Secretaria de Administração Penitenciária do DF às demais áreas do Complexo da Papuda.

O 19º BPM conta atualmente com cerca de 50 detentos. A Papudinha abriga menos presos e possui estrutura típica de um batalhão da Polícia Militar. O perfil dos custodiados é formado majoritariamente por policiais e presos com prerrogativa de custódia especial.

A unidade também já manteve presos integrantes da antiga cúpula da PMDF, suspeitos de omissão e conivência com os atos golpistas de 8 de Janeiro. Os oficiais estão soltos e aguardam julgamento no STF.

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