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Fausto Macedo/Master: PF apreende 30 armas,39 celulares R$ 645 mil em espécie e 23 carros de luxo

14 de janeiro de 2026

Por Felipe de Paula

São Paulo, 14/01/2026 – Durante as buscas da segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira suspeitos de fraudes envolvendo o Banco Master, a Polícia Federal apreendeu nesta quarta-feira, 14, 39 celulares, 31 computadores, 30 armas de fogo, R$ 645 mil em dinheiro vivo e 23 veículos avaliados em R$ 16 milhões.

A PF cumpriu 42 mandados em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Nas diligências realizadas em Minas Gerais, os agentes encontraram um painel expositor de armas que incluía uma carabina, uma escopeta e um fuzil de assalto. Revólveres e pistolas de diferentes calibres também foram apreendidos.

Além de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a operação também cumpriu mandados contra a irmã do banqueiro, Natália Vorcaro, o cunhado Fabiano Zettel, o primo Felipe Cançado Vorcaro e o pai, Henrique Vorcaro.

Em nota, a defesa de Vorcaro comunicou que o banqueiro “tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes”. (leia a íntegra abaixo)

Já a defesa de Fabiano Zettel afirmou que o empresário “tem atividades conhecidas e lícitas, sem relação alguma com a gestão do Banco Master”.

Zettel foi preso de forma temporária durante a madrugada porque tentava embarcar em um voo para os Emirados Árabes Unidos. Após a deflagração da operação, ele foi solto ainda durante o período da manhã.

Todos são suspeitos de envolvimento em operações financeiras fraudulentas do banco, com o objetivo de desviar recursos do sistema financeiro para o enriquecer o patrimônio pessoal.

O empresário João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag, também investigada em outras operações da Polícia Federal, foi alvo de buscas, mas não estava no Brasil.

A defesa de Mansur afirmou que “não teve acesso a investigação, mas registra que está à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos devidos”.

A segunda fase da Compliance Zero também atingiu o empresário Nelson Tanure, que teve o celular apreendido pelos federais em razão da realização de operações financeiras por meio de fundos e corretoras ligadas ao Master.

A defesa de Tanure afirmou que o empresário “jamais enfrentou qualquer processo criminal” e que a “única medida que lhe foi imposta se resumiu à apreensão de seu aparelho celular”. (leia a íntegra abaixo)

Essa nova etapa da investigação se aprofunda em suspeitas de gestão fraudulenta do banco de Daniel Vorcaro, com base em informações fornecidas pelo Banco Central. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.

Com a palavra, a defesa de Daniel Vorcaro

“A defesa de Daniel Vorcaro informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.

O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais.”

Com a palavra, a defesa de Fabiano Zettel

A defesa de Fabiano Campos Zettel esclarece que, apesar de não ter tido acesso ao teor das investigações, está à inteira disposição das autoridades responsáveis para cooperar com quaisquer informações que estejam ao seu alcance.

Fabiano Zettel tem atividades empresariais conhecidas e lícitas, sem relação alguma com a gestão do Banco Master.

A busca e apreensão pessoal e a detenção temporária determinadas pelo Ministro Dias Toffoli, realizadas no aeroporto de Guarulhos, deram-se apenas em razão de viagem de negócios de seu estrito interesse, programada ao Barein, com passagem de volta emitida para o dia 06/02, e visavam evitar frustração de diligências a serem realizadas na manhã de hoje.

Com a palavra, o criminalista José Luís Oliveira Lima

“A defesa de João Carlos Mansur não teve acesso a investigação, mas registra que está à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos devidos.”

Com a palavra, a defesa de Nelson Tanure

“Na qualidade de advogado de NELSON SEQUEIROS RODRIGUEZ TANURE e diante da notícia de que o empresário foi incluído no bojo da operação de busca e apreensão deflagrada com autorização do STF, esclarece-se:

1) O empresário NELSON SEQUEIROS RODRIGUEZ TANURE, que tem décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliários, jamais enfrentou qualquer processo criminal em razão de suposta prática delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista.

2) Nesse sentido, e não tendo qualquer relação de natureza societária com o BANCO MASTER S/A, do qual foi cliente nos últimos anos, nas mesmas condições em que é igualmente atendido por outras instituições financeiras conhecidas do mercado, o empresário NELSON SEQUEIROS RODRIGUEZ TANURE informa que a única medida que lhe foi imposta se resumiu à apreensão de seu aparelho de telefone celular, de modo que com isso o empresário tem certeza de que no decorrer das apurações promovidas pelo STF restará definitivamente demonstrada a inexistência de qualquer pretensa prática ilícita oriunda dessa relação.”

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