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Abicom: alta do petróleo fecha importação de diesel, mas gasolina segue mais cara no Brasil

14 de janeiro de 2026

Por Denise Luna

Rio, 14/01/2026 – A alta do petróleo no mercado internacional voltou a colocar o preço do diesel vendido nas refinarias brasileiras abaixo do praticado no Golfo do México, onde se encontram as principais refinarias norte-americanas, informa a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Já a gasolina continua mais cara no Brasil.

Com isso, as janelas de importação foram fechadas para o diesel, mas continuam abertas para a gasolina há 56 dias.

O diesel só está mais caro no norte do País, mercado atendido pela Atem, que comprou a Refinaria Isaac Sabbá (Reman), da Petrobras, no Amazonas. Na região, o preço do combustível está 1% acima do mercado internacional, enquanto a gasolina está sendo vendida para as distribuidoras 12% mais cara na comparação com o preço externo.

Na média, o diesel registrou no fechamento de terça-feira, 13, defasagem de 3% no País, se levadas em conta todas as refinarias, e de 2% se incluído o parque de refino da Petrobras. A estatal não reajusta o combustível há 254 dias.

No caso da gasolina, o preço vendido pela Petrobras está 9% acima do mercado internacional, diferença que era de 13% há uma semana. O último reajuste da gasolina pela empresa foi em outubro do ano passado.

Segundo a Abicom, a oferta apertada segue pressionando os preços futuros do setor, com os contratos do Brent sendo negociados acima dos US$ 66 o barril, depois de ter tocado os US$ 59 o barril na semana passada.

Na última quarta-feira, 7, a Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, na Bahia, reduziu o preço do diesel em R$ 0,12 o litro e da gasolina em R$ 0,15 o litro. Os preços da refinaria estavam com defasagem de 5% para o diesel e de 1% para a gasolina no fechamento de ontem.

contato:denise.luna@estadao.com

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