Selecione abaixo qual plataforma deseja acessar.

IBGE: Indústria de SP acumula perda de 2,9% em três meses de quedas na produção

14 de janeiro de 2026

Por Daniela Amorim

Rio, 14/01/2026 – O recuo de 0,6% na produção da indústria de São Paulo em novembro ante outubro foi o terceiro mês seguido de quedas, período em que acumulou uma perda de 2,9%.
Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A indústria de São Paulo, maior parque fabril do País, operava em novembro em patamar 2,8% abaixo do registrado no pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e ainda 23,8% aquém do pico histórico de produção alcançado em março de 2011.

Na passagem de outubro para novembro, o recuo na indústria paulista foi puxado pelas indústrias extrativas e de derivados do petróleo e biocombustíveis.

Goiás (-6,4%) teve a queda mais acentuada em novembro, após um ganho acumulado de 11,3% nos quatro meses anteriores de crescimento na produção.

“Setores como o de derivados do petróleo e biocombustíveis e o de alimentos contribuíram para esse comportamento da indústria goiana. Esse resultado é o mais negativamente intenso para a indústria de Goiás desde novembro de 2019, quando atingiu queda de 8,6%”, frisou Bernardo Almeida, gerente da pesquisa do IBGE, em nota.

Houve perdas ainda no Amazonas (-2,8%), Ceará (-2,6%), Rio de Janeiro (-1,9%), Santa Catarina (-0,8%), e Pará (-0,5%).

Os maiores avanços ocorreram no Mato Grosso (7,2%) e Espírito Santo (4,4%).

“O setor de produtos químicos se destaca como influência positiva no desempenho de crescimento da indústria mato-grossense nesse mês, o que lhe rendeu a taxa positiva mais intensa desde março de 2023, quando cresceu 8,2%”, destacou Almeida. “A indústria capixaba foi impulsionada pelos setores de metalurgia e de indústrias extrativas nesse mês, garantindo o primeiro lugar em termos de influência positiva entre os demais resultados.”

Houve expansão também no Paraná (1,1%), Pernambuco (0,9%), Minas Gerais (0,9%), Bahia (0,9%), Rio Grande do Sul (0,6%) e Região Nordeste (0,1%).

Contato: daniela.amorim@estadao.com

Veja também