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Santander: Mudanças na Brava apoiam expectativa de alocação de capital mais voltada ao acionista

13 de janeiro de 2026

Por Camila Vech

São Paulo, 13/01/2026 – Após as mudanças anunciadas na Brava, o Santander se reuniu com a alta administração da empresa para entender a nova direção estratégica. A nomeação de Richard Kovacs para o cargo de CEO foi concebida para reforçar o alinhamento entre acionistas e gestão, medida que, segundo o banco, recebeu apoio também de minoritários fora do bloco de controle.

Kovacs, que já atuava como presidente do conselho, participa das operações diárias da companhia e pretende centrar esforços em disciplina de capital, redução do endividamento e maximização de valor ao acionista. Entre as ferramentas cogitadas, há a possibilidade de desinvestimentos parciais ou totais de ativos e recompras de ações.

A administração informou ainda ao Santander que manterá uma política de hedge “pragmática” e destacou que parcela relevante da produção prevista para 2026 está protegida a cerca de US$ 63 por barril. O movimento, explica em relatório, está relacionado ao elevado nível de alavancagem atual e ao intenso programa de investimentos programado para 2026-27, que inclui a campanha integrada de perfuração nos campos de Papa-Terra e Atlanta.

Após a reunião, os analistas do Santander afirmam ter saído com “visão positiva”, sustentada pela expectativa de uma alocação de capital mais voltada ao acionista e pela continuidade de uma execução considerada sólida.

A recomendação Outperform foi reiterada, com preço-alvo para as ações da Brava em R$ 20, um potencial de alta de 14,8% ante fechamento de ontem.

Contato: camila.vech@estadao.com

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