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13 de janeiro de 2026
Por Gabriela da Cunha
Rio, 13/01/2026 – A OceanPact projeta que os serviços submarinos representem 40% da sua receita até 2028. Nesse contexto de crescimento, o descomissionamento se firma como uma das principais avenidas. Após estrear nesse nicho ao vencer uma licitação da Petrobras e fechar outros acordos importantes, como com a Trident Energy, de cerca de R$ 1 bilhão, a companhia chega em 2026 disposta a entrar em novas disputas e expandir a oferta de linhas de serviços.
A perspectiva positiva para o setor de descomissionamento offshore no modelo EPRD (Engenharia, Preparação, Recolhimento e Destinação Final) se baseia na carteira de US$ 9,9 bilhões que a Petrobras destinou para o período de 2026-2030 e na crescente demanda de petroleiras de médio porte por serviços especializados para ativos antigos da estatal que mudaram de mãos.
“Entramos no mercado de descomissionamento há pouco mais de dois anos, área dominada por empresas estrangeiras, e nos tornamos um player de referência no Brasil. Alcançamos um backlog significativo em 2025 e temos construído relações de longo prazo em projetos de todos os tamanhos”, resumiu o diretor Comercial e de Marketing da OceanPact, Erik Cunha, em entrevista à Broadcast.
O executivo comenta que a solidez financeira da companhia permite iniciar o ano avaliando a participação no novo leilão da Petrobras para o descomissionamento da P-19 e P-26, com oferta de lances prevista para o próximo mês. Com a estatal, a OceanPact firmou cerca de R$ 4 bilhões em contratos para diferentes serviços em 2025, a maior parte deles com duração de até quatro anos.
Além do compromisso das empresas petrolíferas com a gestão ambientalmente correta das estruturas de produção, a OceanPact acompanha o avanço na Margem Equatorial e as futuras rodadas na Bacia de Pelotas. A descoberta de novos volumes na Bacia de Campos, recentemente anunciada pela Petrobras, também deve gerar trabalhos de intervenção.
“Mesmo com as flutuações do petróleo, a tendência é que esse mercado de serviços continue se desenvolvendo”, avalia.
Negociando ações na B3 desde 2021, a OceanPact possui uma frota de 28 embarcações próprias para o suporte a operações marítimas, o que é uma vantagem competitiva, afirma Cunha.
“Nossa atuação é bastante diversificada, desde o estudo ambiental, fornecimento de embarcações, operação de embarcações do tipo RSV (ROV Support Vessel), logística e desmantelamento da infraestrutura submarina dos sistemas de produção”, reforça.
Se a projeção de contratos é positiva, a disponibilidade de profissionais qualificados para os projetos é um ponto de atenção. O grupo, que já conta com 2.500 funcionários, vê um “aquário cada vez menor” de engenheiros de petróleo, oceanógrafos, biólogos marinhos e oficiais de náutica disponíveis, resultado de uma combinação de fatores do mercado, como a Lava Jato, a crise do petróleo e a discussão sobre a matriz energética global.
“Existe uma necessidade de incentivo para que as pessoas continuem buscando essas formações”, avalia. Ainda de acordo com Cunha, a OceanPact tem investido na formação de pilotos para ROV e na contratação de profissionais acima de 50 anos para suprir parte dessa lacuna.
Contato: gabriela.cunha@estadao.com
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