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Anbima/Pedro Rudge: Captação de fundos em 2025 foi a terceira melhor nos últimos 5 anos

8 de janeiro de 2026

Por Bruna Camargo

São Paulo, 08/01/2026 – O diretor da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Pedro Rudge, diz que a captação líquida da indústria de fundos em 2025, de R$ 88,4 bilhões, foi a terceira melhor nos últimos cinco anos. O primeiro lugar do período segue com 2021, quando se viu entradas de R$ 405,5 bilhões. No ano passado, a captação foi de R$ 123,6 bilhões.

“Ainda vemos renda fixa sendo a principal locomotiva”, afirmou Rudge, em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira. Os fundos de renda fixa registraram captação líquida de R$ 84,3 bilhões em 2025. “O segmento deve continuar a ser um importante contribuidor, pois a taxa de juros ainda vai permanecer num patamar elevado, o que vai fazer com que esse tipo de fundo continue atraente.”

Nos fundos multimercado, Rudge destaca que “claramente houve uma melhora”. Embora a classe tenha visto resgate líquido de R$ 58,8 bilhões em 2025, o diretor da Anbima pontua que há uma evolução trimestral desde 2024, com o terceiro e quarto trimestres de 2025 com “captação pequena, mas positiva”, de R$ 7,5 bilhões e R$ 200 milhões, respectivamente. “Podemos atribuir a uma performance melhor”, avalia, acrescentando que a rentabilidade média dos fundos multimercado foi de 14,7% no ano passado, ante alta de 14,3% do DI.

“A tendência para os multimercados é de recuperação, pois a gente vem de uma saída de dinheiro grande em 2024 e 2025. Com a melhora da performance, o investidor vai voltar a procurá-los”, diz Rudge.

Os fundos de ação, por sua vez, tiveram todos os trimestres com resgate líquido e terminaram 2025 com uma saída acumulada de R$ 54,4 bilhões. No entanto, o retorno da classe também foi positivo no ano, com a média de rentabilidade em 31,6%, ante ganhos de 14,3% do DI e de 34% do Ibovespa.

“Esse tipo de retorno ajuda o investidor a ser lembrado da importância da diversificação. Por mais que tenha algumas incertezas, seja eleição ou discussão sobre taxas de juros, ainda assim o investidor deveria ter uma carteira com alocação em diversas classes de fundos”, afirma Rudge. Porém, para ele, a aversão ou o apetite a risco devem ditar o fluxo para a classe de ações neste ano.

Contato: bruna.camargo@estadao.com

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