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Piscicultura/Peixe BR: competitividade está no centro da agenda do setor em 2026

17 de dezembro de 2025

São Paulo, 17/12/2025 – A associação Peixe BR informou que a competitividade está no centro da agenda para 2026. “Nosso objetivo sempre foi melhorar o acesso a mercados da piscicultura nacional. O produtor precisa sentir esses ganhos na propriedade, e isso vem acontecendo ao longo dos últimos 11 anos”, disse em comunicado o presidente da entidade, Francisco Medeiros.

Na pauta do setor, a regulação governamental ainda é o maior entrave. Para enfrentar esse desafio, a Peixe BR está atuando nos âmbitos estadual e federal com foco na redução de impactos regulatórios sobre a atividade.

Além das ações políticas e regulatórias, a associação trabalha em frentes técnicas cruciais. “Temos projetos acelerados em genética, mercado e tecnologia, desde a produção até o processamento, todos voltados a ampliar a eficiência e fortalecer o setor”, destacou Medeiros.

2025

A piscicultura brasileira encerra 2025 com um cenário marcado por desafios relevantes, avanços estruturais e fortalecimento do mercado consumidor. O setor fecha o ano com perspectiva positiva. A entrada de peixes de cultivo na cesta básica da reforma tributária é considerada um marco. “Essa inclusão representa um ganho estratégico para a competitividade no mercado interno”, ressaltou Medeiros.

Sobre o tarifaço dos EUA imposto às exportações, Medeiros reconhece que os efeitos foram desiguais. A migração obrigatória de produto para o mercado interno exigiu ajuste. “O volume exportado pelo Brasil representa apenas de 3% a 5% da produção total, então o impacto geral foi limitado. Mas, para as empresas exportadoras, que têm investimentos dedicados, o efeito no fluxo de caixa foi muito significativo”, ponderou.

Um dos temas mais sensíveis de 2025 foi a inclusão da tilápia em uma proposta de lista de espécies invasoras. Para Medeiros, o tema exige máxima atenção. “Essa é uma grande preocupação. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) postergou a decisão para 2026, e estamos trabalhando intensamente para evitar a inclusão. Isso é fundamental para o negócio”, realçou. A entidade defende que tilápias, peixes nativos fora de bacia e híbridos não entrem na lista do MMA.

Outro ponto crítico foi o aumento das importações de pescado do Vietnã. Medeiros observou distorções no processo. “A importação deve ocorrer quando há falta de produto, o que não é o caso da tilápia. Isso aconteceu justamente no ano de maior safra e de menores preços ao produtor”, explicou.

(Equipe AE)

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