Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Data Feed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
12 de dezembro de 2025
Por Bruna Camargo
Os ETFs de gestão ativa estão entre os temas para consulta pública na Agenda Regulatória da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de 2026, divulgada ontem. A demanda pela liberação desse tipo de ativo não vem de agora, e a abertura da autarquia para diálogo sobre o assunto foi vista como positiva e um indicativo de maturidade da indústria. Por outro lado, discussões sobre transparência são esperadas e, se vingar, o ETF de gestão ativa não deve ser sozinho um propulsor para o segmento, segundo especialistas ouvidos pela Broadcast.
Atualmente, no Brasil, o ETF ainda é entendido como um fundo passivo, uma vez que acompanha índices. Já no exterior, esse tipo de fundo listado pode ter uma gestão ativa, ou seja, o gestor pode selecionar ativos de forma discricionária. “Os ETFs ativos têm se destacado por unir a eficiência operacional dos ETFs tradicionais à flexibilidade da gestão profissional, permitindo buscar resultados superiores aos de um índice de referência”, avalia Sabrina Gravatá Fragomeni, executiva responsável pela área de Negócios da Global X.
Para Fragomeni, a conversa para potencial liberação de ETFs de gestão ativa no mercado brasileiro já era amplamente esperada pela indústria, que vê um “espaço natural para produtos mais dinâmicos dentro do formato”. “É uma boa notícia, pois já se debatia muito disso em fóruns com as gestoras de ETFs. É algo otimista no sentido do desenvolvimento desse veículo de investimento, ganhando mais visibilidade e cada vez mais fornecendo opções aos investidores”, diz a executiva, acrescentando que a gestora participa das pautas que vê como pró-investidor.
“É ótimo ver o regulador avançando em pautas relacionadas a ETFs, isso demonstra a maturidade da indústria e a prioridade desse segmento para os investidores brasileiros”, avalia Cauê Mançanares, presidente executivo (CEO, na sigla em inglês) da Investo. Para ele, é algo natural que deve acontecer no mercado brasileiro, assim como acontece no mundo todo. “É provável que tenhamos algum ETF de gestão ativa caso tais fundos sejam liberados pela CVM”, conta.
Transparência é ponto-chave
A liberdade estratégica de um ETF de gestão ativa vai exigir maior vigilância quanto à transparência do produto, na avaliação de Fragomeni, da Global X. “Como as posições podem mudar com frequência, é essencial observar a política de divulgação da carteira, o grau de discricionariedade do gestor, os custos e a clareza sobre os riscos. Mantendo esses padrões de transparência, seguimos otimistas quanto ao potencial dos ETFs ativos como instrumentos valiosos e eficientes para o investidor”, afirma a executiva.
Na mesma linha, Mançanares, da Investo, acredita que a transparência deve ser o principal ponto discutido durante o período da eventual consulta pública da CVM. “ETFs trazem a transparência como uma das principais características que os contrapõe aos fundos de gestão ativa tradicionais. Taxas também serão bastante discutidas, como taxas de performance, que não são cobradas em nenhum ETF hoje, mas são cobradas em fundos de gestão ativa”, diz.
Novidade não deve ser propulsor
A indústria de ETFs acumula cerca de R$ 75 bilhões de patrimônio no Brasil, segundo os dados mais recentes divulgados pela B3, referentes a outubro. Especialistas constantemente discutem potenciais impulsos que podem apoiar o crescimento dos ETFs por aqui, desde a maior adesão ao fee based até o foco educacional, mas não há uma resposta única. Agora, a avaliação é que a possível liberação dos ETFs de gestão ativa tampouco deve ser um propulsor por si só.
“Claro que pode ajudar, mas não é o principal motivo. Cada tipo de ETF, ativo ou passivo, tem seus prós e contras. Mas ajudaria muito na divulgação do veículo de investimento ETF. A indústria de ETF como um todo precisa se desenvolver e se tornar mais familiar para os investidores e assim crescer o que esperamos”, afirma Fragomeni, da Global X.
Mançanares, da Investo, também diz que “certamente” será uma ajuda, mas não deve ser “o grande motor de crescimento da indústria de ETFs”. “Se traçarmos um paralelo do que aconteceu em outros mercados mais maduros, como os Estados Unidos, os ETFs ativos são apenas uma pequena parcela dos produtos e do AuM (sigla em inglês para ‘ativos sob gestão’)”, observa.
Veja também