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4 de dezembro de 2025
Por Gabriela da Cunha
Rio, 04/12/2025 – A Camorim Serviços Marítimos projeta alcançar R$ 1,3 bilhão em receita ao final de 2026. A empresa, que mantém um estaleiro em Niterói (RJ), aposta em três linhas de negócio para gerar receitas e diluir riscos, e encerra 2025 com contratos expressivos e um financiamento de R$ 30 milhões da Caixa Econômica Federal – operação que marca o retorno do banco público como agente financiador de longo prazo do Fundo da Marinha Mercante.
“Em 2025, fizemos a entrega de cinco rebocadores, em um projeto de mais de R$ 200 milhões. Também tivemos a assinatura de novos contratos, como da Petrobras em parceria com a OOS International B.V. Isso nos dá perspectiva positiva para o próximo ciclo”, diz o vice-presidente da empresa, Eduardo Adami.
Os contratos com a estatal, de R$ 1,2 bilhão, incluem dois liftboats. Projetadas para transportar tripulação e equipamentos, executar manutenção e servir de alojamento, essas embarcações apoiarão o desmantelamento de plataformas nas bacias Sergipe-Alagoas e Rio Grande do Norte-Ceará. O mercado de descomissionamento é um dos caminhos que a companhia está pronta a explorar, destaca o executivo.
“Estamos atentos às oportunidades. Temos ampla expertise em apoio portuário e o necessário para sermos um fornecedor relevante de qualquer empresa que execute descomissionamento no Brasil”.
A empresa também tem ampliado sua participação no segmento de apoio offshore, com suporte logístico completo para unidades de exploração e produção de óleo e gás em alto-mar. Adami diz que a previsão é de que a carteira de clientes alcance a mesma fatia de faturamento das atividades de reboque, hoje em 40%.
Diversificação de receitas
A companhia opera hoje com 150 embarcações de diversos tipos. Adami pontua que os projetos para a retomada da indústria naval no Brasil são positivos e aguardados, mas que os reflexos no Estado do Rio de Janeiro devem ser mais evidentes nas atividades de manutenção do que na construção de embarcações.
“Estaleiros exigem investimento altíssimo, e uma visão política de longo prazo é fundamental”, observa.
Na Ilha da Conceição, em Niterói, a empresa opera um Terminal de Uso Privado (TUP). Além disso, presta serviços de reboque portuário – salvatagem e atracação/desatracação – no Rio de Janeiro e em portos de São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pará e Maranhão.
A demanda pelo serviço aumentou nos últimos anos, primeiro com a pandemia e depois sustentada pelo crescimento das exportações do agronegócio.
Por isso, a empresa firmou um financiamento para um novo rebocador com recursos do Fundo da Marinha Mercante. O contrato de longo prazo, amortizável em até 148 meses, foi o primeiro em que a Caixa Econômica Federal voltou a atuar como agente financeiro após mais de uma década. Adami atribui a conquista às práticas de governança da companhia. “Somos 100% brasileiros e há 30 anos atuamos em um setor que enfrentou muitos desafios. Mesmo assim, expandimos com responsabilidade”.
Com mais de 1.300 empregados, a empresa investe em formação de mão de obra. Uma das iniciativas é o curso, em parceria com a Marinha do Brasil, que permite aos funcionários qualificarem-se para a função de Moço de Convés (serviços operacionais e de manutenção).
Segundo o executivo, a diversificação entre reboque portuário, logística portuária e apoio offshore ajuda a companhia a atravessar diferentes ciclos econômicos e políticos e a absorver a volatilidade do petróleo. “Se, por um lado, a gestão fica mais complexa, por outro esse é o nosso principal diferencial”, conclui.
Contato: gabriela.cunha@estadao.com
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