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2 de dezembro de 2025
Por Victor Ohana e Geovani Bucci
Brasília e São Paulo, 02/12/2025 – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança nesta terça-feira, 2, durante audiência pública sobre o tema na Câmara dos Deputados. “Ao invés de ter 40 ministérios, era bom extinguir um monte deles e criar o Ministério da Segurança Pública”, disse Tarcísio.
Em meio às suas considerações finais, o chefe do Executivo paulista retrucou alguns deputados federais afirmando que sua gestão à frente do Palácio dos Bandeirantes foi a responsável por “acabar com a Cracolândia”. Nesse sentido, desferiu críticas ao PT e ao vice-presidente e ex-governador paulista, Geraldo Alckmin (PSB).
“O pessoal falou de exportação de grupo criminoso e eu pergunto: em que período da história o PCC e o Comando Vermelho cresceram como cresceram?”, indagou Tarcísio. “E se exportaram e ganharam o Brasil inteiro, quem era o presidente da República? Quem era o governador de São Paulo naquele tempo? E por que essas pessoas, que passaram por lá, nunca conseguiram resolver o problema da Cracolândia?”.
Tarcísio afirmou que o governo federal só reagiu no tema da segurança pública após perceber, segundo ele, por meio de alertas de “marqueteiros” de que estaria perdendo popularidade e carecia de um projeto consistente. Disse que, enquanto isso, o País “esperou três anos” por propostas federais que, em sua visão, não eram as melhores.
Ele ressaltou a atuação de seu ex-secretário da Segurança Pública e deputado federal, Guilherme Derrite (PP), no projeto de lei (PL) antifacção. Segundo o governador, o dispositivo incorporou 11 novos tipos penais e levou em conta o efeito social do crime organizado, que, reafirmou, “atua como grupo terrorista” ao dominar territórios e impor regras próprias à população.
O chefe do Executivo paulista afirmou ainda ser falsa a narrativa de atuação do governo Lula para atingir o “andar de cima” com operações como a Carbono Oculto, e mencionou o escândalo das fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como contraponto. Segundo ele, ações para combater a corrupção são sabotadas pela base governista no Legislativo.
“Se buscou e se está buscando andar de cima na fraude do INSS, no caso André Vargas, no escândalo dos leitos; no rombo do Postalis; na Operação Acrônimo; no Banco OP; na Lava Jato; no Mensalão; no Petrolão. Vou parar por aqui. Vou parar por aqui, porque tem muito escândalo para a gente comentar”, atacou o governador. “Para quem acompanhou de perto a Operação Carbono Oculto e a Operação Poço de Lobato, viu que elas começaram no Estado de São Paulo.”
Ao encerrar, Tarcísio disse confiar que a comissão irá aprimorar o texto enviado pelo governo federal, que classificou como insuficiente, e entregar uma versão mais robusta. Ele citou o trabalho de Derrite no PL Antifacção como exemplo, afirmando que o deputado conseguiu melhorar uma proposta originalmente fraca e transformá-la em um projeto mais consistente.
Durante conversa com jornalistas, o governador disse não estar frustrado pela redução da maioridade penal não ter sido acatada e salientou que o aumento do tempo de internação pode ter o mesmo efeito e ainda é um ponto de debate. Ele afirmou que saiu satisfeito da audiência e defendeu mais uma vez o endurecimento de penas.
Contato: victor.ohana@estadao.com; geovani.bucci@estadao.com
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