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1 de dezembro de 2025
Por Luciana Collet
O ano de 2025 deve se encerrar com bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, enquanto 2026 deve se iniciar com bandeira tarifária verde, sem custo adicional na conta de luz. Essas projeções são unânimes entre especialistas do setor elétrico. A grande questão que se coloca no momento é por quanto tempo deve perdurar o alívio tarifário no ano que vem. As incertezas sobre as condições hidrológicas dão o tom.
Empresas consultadas pela Broadcast afirmam, com considerável segurança, que a bandeira deve permanecer verde ao menos até março. O gerente de Estudos Energéticos no Grupo Delta Energia, Fernando Borborema, explica que a definição das bandeiras tarifárias são dependentes de duas principais variáveis: a geração hidrelétrica das usinas que compõe o Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) e o preço da energia no mês e que, dada a sazonalidade da geração hidrelétrica, os meses de maior expectativa de geração hidráulica apresentam maior previsibilidade quanto à estimativa da bandeira tarifária.
“Desta forma, mesmo com a possibilidade de preços de energia mais altos em dezembro, a maior probabilidade é que a bandeira tarifária seja amarela. Como em janeiro a expectativa é de um aumento ainda maior da geração hidráulica para atendimento do sistema, a expectativa é de que a bandeira verde volte a ser utilizada. Essa expectativa deve perdurar até o final do período chuvoso, onde a carga é atendida majoritariamente por energia hidráulica”, explicou.
Visão semelhante tem o diretor de Comercialização da Armor Energia, Fred Menezes. “A bandeira verde é algo que tem bastante confiança para os próximos meses, de janeiro, fevereiro e março, mas no segundo trimestre realmente podemos ter, dependendo da condição hídrica do primeiro trimestre, uma bandeira amarela, eventualmente”, afirmou.
A consultoria Ampere estima que a bandeira deve permanecer verde até julho de 2026. A empresa projeta que o risco hidrológico (Generation Scalling Factor -GSF), um dos fatores que influencia na definição da bandeira, deve ficar entre 81,1% (previsão para junho) e 106,2% (em março) do próximo ano, sendo que, no primeiro quadrimestre, em todos os meses o indicador deve passar de 95%. “Com as hidrelétricas gerando, em média, volumes de energia bastante próximos ou superiores aos previstos em suas garantias físicas na maior parte do semestre, o PLD terá pouca influência na projeção do indicador tarifário no período”, diz o sócio consultor da Ampere, Guilherme Ramalho de Oliveira.
Já a consultoria Thymos Energia trabalha com a perspectiva de bandeira verde até abril, passando à amarela a partir de abril, e ascendendo à vermelha patamar 1 em julho. “Apesar de uma previsão de melhora nas condições hidrológicas, o sistema ainda demanda cuidado. Os níveis de reservatórios precisam se manter consistentes para que possamos falar em um cenário mais favorável. Dezembro deve marcar o início de uma reversão de tendência com melhor afluência, mas o comportamento das chuvas nas próximas semanas será determinante para confirmar ou não essa expectativa”, afirma o coordenador de Preços e Estudos de Mercado da Thymos Energia, Pedro Moro.
De acordo com a sócia-executiva e meteorologista da Nottus, Desirée Brandt, as chuvas dos últimos dois meses foram irregulares, frustrando as expectativas do setor. Adicionalmente, os modelos meteorológicos por ora apontam chuva dentro da média de dezembro a março, o que embora seja positivo, porque são meses historicamente de elevada precipitação, não são a condição ideal para reverter o quadro atual de baixo nível dos reservatórios e garantir volumes armazenados mais confortáveis no final do período úmido.
“Acende um sinal de alerta por conta justamente do que não aconteceu: a não chuva de agora é o que preocupa, porque, para reverter isso e a gente entrar numa situação confortável, teria que ter uma previsão de uma chuva muito mais volumosa, acima da média, para garantir de fato uma situação mais confortável”, disse a especialista.
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