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21 de novembro de 2025
Srs. Assinantes,
Retransmitimos nota publicada ontem, 20, às 11h17, no Broadcast.
Por Denise Luna
Rio, 20/11/2025 – Dois meses após a entrada em vigor da Medida Provisória 1.318/2025, mais conhecida como Redata – um regime tributário especial para data centers -, os pedidos de estudo de conexão na rede básica de energia elétrica brasileira somaram 6,4 gigawatts (GW) adicionais, informa a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Com isso, o total em análise no Ministério de Minas e Energia (MME) passou de 19,8 GW, em setembro, para 26,2 GW, em novembro, uma alta de 32,2%.
O Redata teve como principal objetivo reduzir a carga tributária na importação e aquisição de equipamentos de TI para data centers, tornando o processamento de dados no Brasil mais competitivo, e incentivando investimentos no setor de economia digital, como computação em nuvem e inteligência artificial.
“O avanço decorre da redução de tributos sobre a importação de equipamentos como GPUs (unidades de processamento gráfico), switches (dispositivos de alto desempenho) e racks (estrutura metálica), medida que busca dar competitividade ao processamento de dados no Brasil e atrair investimentos em nuvem e inteligência artificial”, explicou a autarquia.
Especialistas, porém, alertam que a concretização desses projetos depende de fatores como infraestrutura de transmissão, telecomunicações, viabilidade financeira e cumprimento das novas regras de garantia de acesso.
São Paulo
Segundo a EPE, a pressão por conexões no Sistema Interligado Nacional (SIN) é maior em São Paulo, sobretudo nas regiões metropolitanas da capital e de Campinas. Estudos conduzidos pelo Operador Nacional do Sistema recomendaram R$ 1,6 bilhão em reforços na rede paulista, abrindo 4 GW de margem de conexão. Novas obras, previstas para os leilões de 2026, devem liberar mais 5 GW, prevê a EPE.
No Rio de Janeiro, um estudo programado para 2026 avaliará como acomodar até 4 GW em grandes cargas, enquanto o Rio Grande do Sul terá análise específica em 2025 para demanda potencial de 5 GW. No Nordeste, o trabalho em curso deve ampliar em 4 GW a capacidade de conexão.
Segundo a EPE, técnicos também estudam soluções inovadoras como possibilidade de solução, tais como a implantação de dispositivos DLR (Dinamic Line Rating) para flexibilização de limites operativos de linhas de transmissão existentes, conforme as condições ambientais momentâneas; equipamentos com eletrônica de potência (FACTS) para controle de fluxos (SSSC, por exemplo), baterias e recondutoramento de linhas existentes com condutores especiais termorresistentes (HTLS).
“Tais soluções inovadoras são potencialmente interessantes, porque podem propiciar o atendimento de grandes cargas no curto/médio prazo”, explicou a EPE.
contato:denise.luna@estadao.comP
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