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Lula: estou muito feliz hoje porque presidente Trump começou a reduzir taxação

20 de novembro de 2025

Por Pepita Ortega, Francisco Carlos de Assis e Gabriela Jucá

Brasília, 20/11/2025 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta, 20, estar “feliz” porque o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “começou a reduzir” as sobretaxas impostas a produtos brasileiros. A ponderação foi feita logo após Trump assinar uma ordem executiva que retira a tarifa adicional de 40% imposta a diversos produtos brasileiros – incluindo café, carne bovina, frutas e corte de madeiras -, em meio aos avanços nas negociações entre os dois países.

“Hoje eu estou feliz, porque o presidente Trump já começou a reduzir algumas taxações que tinham feito em alguns produtos brasileiros. E essas coisas vão acontecer na medida em que a gente consiga galgar respeito das pessoas”, afirmou, em meio à abertura do Salão do Automóvel em São Paulo.

Também prestigiaram o evento o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que foram elogiados por Lula. O chefe do Executivo disse ter sorte por tê-los em sua equipe. Chegou até a fazer uma brincadeira com seu time, o Corinthians, para indicar que “se não tiver jogador bom, o técnico não vai dar certo”.

Com relação a Haddad, Lula comentou que o ministro não era conhecido, mas como prefeito de São Paulo, filósofo, advogado e “conseguiu uma proeza”. “Conseguiu fazer com que esse país fizesse a reforma tributária mais democrática nesse país”, ressaltou. Lula destacou que a reforma vai entrar em vigor no dia 1º de janeiro de 2027 e “baratear o custo dos investimentos” no País.

Já sobre Alckmin, Lula destacou a experiência de 16 anos como governador de São Paulo e afirmou que, “poucas vezes, na história desse país, tiveram o ministro da Indústria e Comércio da sensibilidade, da qualidade de conversação que nós temos com o companheiro Alckmin”.

Lula afirmou ainda que “muitas empresas estrangeiras estão acreditando no Brasil” e que “nunca tivemos tanto investimento direto nesse país como temos agora”.

“E é importante que a gente convença as indústrias a virem para cá, e o papel do Estado é fazer como nós fizemos agora. A Colômbia estava rompendo o acordo automobilístico com o Brasil, que estava suspenso desde setembro. Nós conversamos com o presidente e foi renovado por mais um ano o acordo. E nós vamos ter que fazer mais. O papel que o Estado pode fazer é a gente disputar mercado no nosso quintal”, salientou.

Contato: pepita.ortega@estadao.com; gabriela.silva@estadao.com; francisco.assis@estadao.com

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