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19 de novembro de 2025
Por Simone Cavalcanti
O investidor estrangeiro deve seguir aportando na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), ainda que a volatilidade permaneça alta por causa das eleições de 2026. Embora os fundamentos do Brasil, em especial a perspectiva para a questão fiscal, sejam relevantes, sob a ótica do capital externo o que mais pesa é a direção dos juros americanos e do dólar, além do espaço para aumentar o risco da carteira, segundo avaliação de Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos.
“O estrangeiro vai seguir olhando o Brasil e, principalmente, como a queda da taxa de juros por aqui pode beneficiar as empresas listadas”, estima, considerando que o ambiente externo para o risco siga favorável
Para Villegas, o efeito eleições tem um peso muito maior sob a ótica do investidor institucional do que do estrangeiro. “Em situações normais de temperatura e pressão, supondo que o Brasil não seja influenciado por conflitos geopolíticos ou estouro de alguma bolha, acredito que a Bolsa suba empurrada pelos estrangeiros”, projeta.
Na avaliação de Raphael Figueredo, estrategista de ações da XP, as eleições locais podem adicionar um tempero a mais à volatilidade causada pelo processo de queda das taxas de juros dos Estados Unidos. “O ciclo de queda de juro nos Estados Unidos ajuda o mercado brasileiro na média, mas, historicamente, sempre trouxe muita volatilidade”, diz.
Para além do cenário político, afirma Figueredo, há um processo global de alocação de capital em andamento que pode ter começado nos piores momentos do mercado no início da pandemia, em 2020. Esse movimento está muito atrelado à redução de exposição aos Estados Unidos em direção a mercados emergentes. O ciclo de afrouxamento monetário por lá e o dólar perdendo valor contribuem para que os investidores busquem mercados emergentes mais atrativos.
Figueredo afirma que 2025 pode ser uma proxy do trade global que deve levar à alta dos índices acionários de mercados emergentes. A perspectiva de acomodação dos preços elevados no mercado acionário americano devem impulsionar uma busca ainda mais intensa por ativos de países emergentes, como o Brasil.
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