Selecione abaixo qual plataforma deseja acessar.

Fitch: passivos de longo prazo dos Estados dos EUA apresentam melhora, com redução de impostos

18 de novembro de 2025

Por Letícia Correia

São Paulo, 18/11/2025 – Os Estados norte-americanos registraram uma diminuição nos encargos relacionados aos passivos de longo prazo em 2024, conforme aponta o relatório anual divulgado hoje pela Fitch Ratings. O indicador mediano que combina dívida direta com passivos previdenciários líquidos recuou para 3,8% da renda pessoal, comparado aos 4,1% observados no ano anterior. A melhora foi impulsionada por ganhos moderados registrados pelos ativos dos fundos de pensão, encerrando um ciclo de dois anos marcado por forte instabilidade após a pandemia.

Os Estados americanos mantiveram US$ 542 bilhões em dívida direta no ano fiscal de 2024, valor praticamente idêntico aos US$ 545 bilhões registrados em 2016. Enquanto isso, a renda pessoal total cresceu a um ritmo médio de 5,8% ao ano. A agência de classificação de risco projeta, contudo, uma elevação futura no endividamento à medida que os estados utilizem seus elevados recursos em caixa e voltem a contrair empréstimos para sustentar investimentos em infraestrutura.

No aspecto previdenciário, a proporção mediana entre ativos e passivos, de acordo com a Fitch, permaneceu praticamente estável, atingindo 66,5% no ano fiscal de 2024 frente aos 66% do período anterior. No total, as auditorias mais recentes apontaram US$ 934 bilhões em passivos previdenciários líquidos ajustados, representando uma elevação de 2,1% em relação ao ano anterior. Ainda em 2022 houve uma retração de 24%, seguida por um salto de 20% em 2023.

As contribuições dos estados aos sistemas de previdência mantiveram um padrão consistente em 2024, apoiadas por orçamentos fortalecidos no período pós-pandemia e por reformas implementadas desde a crise financeira global, conforme a agência. Quarenta Estados cumpriram integralmente suas contribuições em 2024, repetindo o desempenho de 2023 e superando os apenas 25 estados que o fizeram em 2016.

A prática conservadora de contratação de dívidas, combinada com saldos financeiros robustos nos últimos anos e a expansão da renda pessoal, tem contribuído para a redução progressiva dos encargos de endividamento ao longo do tempo.

Contato: leticia.silva@estadao.com

Veja também